22/05/2013

Sobre o Martim e o salário mínimo

Toda a gente fala sobre o vídeo do Prós e Contras em que um miúdo empreendedor de 16 anos responde a uma historiadora. E se toda a gente fala, vou armar-me em carneiro e falar também. Mas vou só falar do salário mínimo.

O salário mínimo é melhor que nada? Sim e não. Sim, é melhor ter algum dinheiro a cair todos os meses do que não ter dinheiro nenhum e andar de mão estendida. E não, o salário mínimo é tão baixo que não dá para se ser auto-suficiente.

Então o que fazer? Baixar o salário mínimo!, dirá a direita, para aumentar o emprego; Aumentar o salário mínimo!, dirá a esquerda, para aumentar o consumo e consequentemente, o emprego.

Tenho uma ideia. Uma ideia parva, dirão alguns. A minha ideia é estabelecer um salário mínimo no estado e um salário mínimo para cada empresa. E esse salário mínimo estaria indexado ao salário máximo e aos lucros da empresa.

Uma empresa que pagasse salários altos ou que tivesse lucros gigantes teria um salário mínimo maior do que outra que tivesse começado há pouco tempo, ainda sem lucros e com salários todos eles ainda baixos. À medida que a empresa fosse tendo lucros ou começasse a pagar salários mais altos, o salário mínimo aumentaria e isso incentivava todos os trabalhadores a zelarem pelo sucesso da empresa.

Agora que eu já pus aqui a minha ideia, digam-me vocês onde é que isto não se adequa ou onde é que esta ideia tem falhas. Porque tem, mas como eu não percebo de economia, quero saber.

15 comentários:

  1. Só vim aqui dizer que TENS O MERLIN NA PÁGINA! awwwww!

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  2. Eu como também não percebo nada de economia, apoio a tua ideia!
    Mas já dei a minha opinião sobre o Martim e as 'cenas' dele no meu blog...

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  3. A tua ideia é parecida com a legislação recentemente alterada da Suiça. Lá, o salário mais alto de uma empresa não pode exceder em mais de 12 vezes o salário mais baixo dessa mesma empresa. E eles ainda acrescentaram mais um presente... os prémios anuais não podem superiores ao vencimento mensal do trabalhador.

    Queres receber muito? Paga bem aos que te dão lucro!

    Concordo com a tua visão da coisa. Tenho a certeza que o meu ordenado passaria para bem mais do dobro se a coisa fosse assim :)

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    1. Pelo menos, os ordenados seriam mais uniformes.

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  4. Não percebo muito de economia, mas não acho a ideia descabida, não... acabava com muita injustiça, motivava e recompensava devidamente. Mas depois há o outro lado da questão: se trabalhássemos numa empresa pequena e déssemos o máximo nunca teríamos um salário justo face a outros que trabalhavam em grandes empresas, mas não teriam que se esforçar muito para que a mesma desse ou aumentasse os seus ganhos. Simplesmente porque ambas as empresas não estariam ao mesmo nível, nem em realidades financeiras semelhantes. Enfim, é difícil ser-se completamente justo em qualquer dos casos - no atual ou no imaginário...

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    1. Sim, é difícil ser-se completamente justo. Mas esse caso de que falas, já acontece em empresas semelhantes que trabalhem em lados opostos da fronteira, onde os ordenados mínimos são diferentes. A medida não seria para acabar com injustiças entre empresas, apenas para definir ordenados mínimos mais justos.

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  5. tb não percebo grd coisa de economia mas a tua ideia não é má. Eu não trabalho no privado, mas sei que por lá dão uns incentivos ao ppl quando a coisa corre bem. Ou pelo menos davam..... E acho que é melhor ganhar salário mínimo do que nada. Não se está parado e ganha-se curriculo....

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    1. No privado dão incentivos quando corre bem e despedem quando corre mal. E para se ganhar currículo e não se estar parado, até de borla se trabalha ;)
      Mas mais a sério, o que se pretende é que os trabalhadores não sejam explorados e que recebam aquilo que a empresa pode/deve pagar.

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  6. Eu não percebo muito de economia e estou farta de ser roubada,sim porque estão a roubar-nos a descarada para poder manter os salários do governo, por isso concordo em pleno com a tua ideia, e gostaria muito, mas muito que fosse lei para bem de todos, mas como ainda é uma miragem, sonhar não custa.

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    1. Acho que querias dizer "os salários da função pública", mas ainda assim não concordo. Vejo que nos estão a roubar sim, mas para PPPs e taxas de juro mal negociadas. Não acho que os trabalhadores do estado recebam muito. Acho é que o resto da população, em média, recebe muito pouco.

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  7. Eu concordo contigo. Mas não concordo que o salário mínimo é melhor que nada, muitas empresas pagam o salário mínimo mas os lucros delas, o aumento de património é grande.Eu trabalhava numa empresa onde isso estava a acontecer, e após vinte anos acabei por vir embora com salários e subsídios de três anos em atraso e estava presenta quando a advogada da administração disse que estava na hora de salvaguardar património. Ora se eu me tivesse vindo embora há três anos a minha divida não existiria, e a minha mente estava melhor e não tomava ansioliticos.

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    1. E acredito que aconteça isso em muitas empresas do país, principalmente as do setor têxtil.

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  8. Quando ao vídeo que circula por aí, não é em 2 minutos que se forma uma opinião sobre as pessoas.
    Eu ouvi o vídeo de raspão, e o que posso dizer é que o rapaz respondeu na minha opinião com "mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar", a senhora, não sei bem, mas se calhar, queria dizer que um pássaro não chega, seria preciso ter um pássaro e meio ou dois pássaros na mão para conseguir viver. Ou a teoria do copo meio-cheio (rapaz) ou meio-vazio (a senhora).

    Quanto à tua ideia, não é má, só tem um problema, funciona em quando houver lucro, quando não há lucro e for necessário baixar os salários... as pessoas não aceitam bem a diminuição de rendimentos. E as empresas estão inseridas num mercado de oferta e procura, e num ano até pode correr bem, com clientes, fornecedores, etc e terem bastante lucro, e noutro correr mal...

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    1. Concordo com o teu primeiro parágrafo.
      Com o segundo também, mas a questão de baixar salários já acontece no privado quando a empresa está em dificuldades:
      -ou acordam em reduzir horário;
      -ou cortam nas ajudas de custo;
      -ou encostam as pessoas a um canto na esperança que se despeçam;
      -ou em último caso, despedem coletivamente.
      Se a empresa está em dificuldades, mais vale chegar a acordo com todos os trabalhadores e reduzir salários do que afundar-se e abrir falência.
      Gostei do teu comentário. Passa cá mais vezes :)

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