"Chegas sempre tão tarde a casa!" e "Hoje podias vir mais cedo" são queixas e pedidos que oiço constantemente da parte dela.
Hoje pude sair mais cedo e vim mais cedo para casa. Mal chego, diz-me ela:
- Olha, não há leite. Não queres ir num instante ao supermercado?
- Mas...
- Ah e aproveita e levas o lixo.
- Okaaaay. (isto foi pensado)
- Olha, traz também pão que já há pouco.
- Mais alguma coisa?
- Esqueci-me de pôr carne a descongelar. Traz uns bifes para o jantar.
Antes que se lembrasse de mais alguma coisa pus-me a andar.
Por isso, senhoras, se o vosso respetivo chega constantemente muito tarde a casa, pensem se é culpa dele ou culpa vossa.
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21/03/2014
20/03/2014
Coisas de casal
Hoje estávamos a ver uma reportagem sobre a viuvez jovem. Entretanto, termina a reportagem e, nestas alturas, parece que há sempre alguma coisa que queremos dizer à cara metade.
Eu pensei em dizer-lhe:
- Um dia, se eu morrer, quero que arranjes alguém rapidamente. Não te quero a deprimir por causa de mim.
Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, diz-me ela:
- Tenho a certeza que, se eu morresse, arranjavas logo outra.
Eu pensei em dizer-lhe:
- Um dia, se eu morrer, quero que arranjes alguém rapidamente. Não te quero a deprimir por causa de mim.
Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, diz-me ela:
- Tenho a certeza que, se eu morresse, arranjavas logo outra.
23/01/2014
Sei lá
<breve_explicação_enumerando_os_motivos_pelos_quais_não_tenho_aparecido_aqui_ultimamente>
Não me apeteceu.
</breve_explicação_enumerando_os_motivos_pelos_quais_não_tenho_aparecido_aqui_ultimamente>
Ontem à tarde, por mensagem:
- Queres ir ver a antestreia do Golpada Americana?
- Não sei se me vai apetecer.
- Anda lá. O filme parece ser muito bom.
- Amanhã tenho de acordar mais cedo. Onde é?
- Não sei ainda. Isso interessa?
- Não tens com quem ir?
- Não. O que é preciso eu fazer para te convencer a ires comigo?
- Está bem, pronto, eu vou!
Pensei cá mim: "Esta técnica de lhe perguntar o que é preciso eu fazer para a convencer é infalível!"
Passado uma hora:
- Olha, eu sei que disse que ia, mas não me está nada a apetecer ir.
- ...
- Chateias-te muito se não formos?
- Não, até porque não vou deixar de ir. Vou sozinho.
- E vais deixar-me aqui sozinha em casa?
Não disse isto, mas pensei em dizer: "Sim. E se tiver oportunidade, hei-de sentar-me ao lado da tipa mais jeitosa que encontrar." E também pensei que aquela minha técnica infalível não é assim tão infalível ou então é infalível mas de curto prazo.
Chego a casa e ela pergunta-me:
- Onde foste almoçar?
- Ao mesmo sítio de ontem?
- Bem me parecia.
- Porquê?
- Porque a tua roupa cheira a fritos, tal como ontem.
Entretanto lá fui eu para o cinema, sozinho. Sento-me num sítio mais ou menos bem enquadrado e ficam ainda duas cadeiras disponíveis ao meu lado. Entretanto chega uma moça jeitosa que me pergunta se a cadeira ao meu lado estava ocupada. Penso: "Estas tipas fazem tudo para meter conversa com um gajo". Digo-lhe que não e ela senta-se mesmo ao meu lado. "Que lata! Podia sentar-se uma cadeira mais para lá". Passados uns minutos, chega o respetivo dela e penso "Afinal, só meteu conversa comigo porque teve de ser".
Depois veio o filme. Este ano ainda não tinha visto um filme tão bom. Foi mesmo bom! E tem um final surpreendente, como se quer.
Mas surpreendente também foi o facto da moça que se sentou ao meu lado ter saído a meio do filme, deixando lá o respetivo. Fiquei sem perceber porquê. Mais tarde percebi. Eu devia de ter mudado de roupa.
Não me apeteceu.
</breve_explicação_enumerando_os_motivos_pelos_quais_não_tenho_aparecido_aqui_ultimamente>
Ontem à tarde, por mensagem:
- Queres ir ver a antestreia do Golpada Americana?
- Não sei se me vai apetecer.
- Anda lá. O filme parece ser muito bom.
- Amanhã tenho de acordar mais cedo. Onde é?
- Não sei ainda. Isso interessa?
- Não tens com quem ir?
- Não. O que é preciso eu fazer para te convencer a ires comigo?
- Está bem, pronto, eu vou!
Pensei cá mim: "Esta técnica de lhe perguntar o que é preciso eu fazer para a convencer é infalível!"
Passado uma hora:
- Olha, eu sei que disse que ia, mas não me está nada a apetecer ir.
- ...
- Chateias-te muito se não formos?
- Não, até porque não vou deixar de ir. Vou sozinho.
- E vais deixar-me aqui sozinha em casa?
Não disse isto, mas pensei em dizer: "Sim. E se tiver oportunidade, hei-de sentar-me ao lado da tipa mais jeitosa que encontrar." E também pensei que aquela minha técnica infalível não é assim tão infalível ou então é infalível mas de curto prazo.
Chego a casa e ela pergunta-me:
- Onde foste almoçar?
- Ao mesmo sítio de ontem?
- Bem me parecia.
- Porquê?
- Porque a tua roupa cheira a fritos, tal como ontem.
Entretanto lá fui eu para o cinema, sozinho. Sento-me num sítio mais ou menos bem enquadrado e ficam ainda duas cadeiras disponíveis ao meu lado. Entretanto chega uma moça jeitosa que me pergunta se a cadeira ao meu lado estava ocupada. Penso: "Estas tipas fazem tudo para meter conversa com um gajo". Digo-lhe que não e ela senta-se mesmo ao meu lado. "Que lata! Podia sentar-se uma cadeira mais para lá". Passados uns minutos, chega o respetivo dela e penso "Afinal, só meteu conversa comigo porque teve de ser".
Depois veio o filme. Este ano ainda não tinha visto um filme tão bom. Foi mesmo bom! E tem um final surpreendente, como se quer.
Mas surpreendente também foi o facto da moça que se sentou ao meu lado ter saído a meio do filme, deixando lá o respetivo. Fiquei sem perceber porquê. Mais tarde percebi. Eu devia de ter mudado de roupa.
12/11/2013
A super cola
Diálogo 1
- Disseram-me que uma das formas de fazer bainhas nas calças é com super cola 3.
- E isso resulta?
- Parece que sim. Vou comprar para depois também fazer.
- Okay...
Diálogo 2
- Olha, parti uma unha.
- Tchiii, e agora?
- Olha, usei a super cola e ficou bem.
- Hein?
Diálogo 3
- Olha, temos alguns quadros para colocar.
- Sim, mas já os temos aí há muito tempo.
- Achas que se podem colocar com super cola?
Diálogo 4
- Tens andado a deitar-me muito tarde.
- Pois é, mas não tenho tido sono à noite.
- Queres que te ponha super cola nas pestanas?
Diálogo 5
- Acho que aquelas castanhas me deram a volta à tripa.
- E que tal se puseres...
- Não! Já chega disso da super cola!
Os diálogos 3, 4 e 5 são fictícios, mas temo que venham a ser bem reais.
Como já dizia o outro, "quando a única ferramenta que tens é um martelo, tudo à tua volta te parecem pregos".
- Disseram-me que uma das formas de fazer bainhas nas calças é com super cola 3.
- E isso resulta?
- Parece que sim. Vou comprar para depois também fazer.
- Okay...
Diálogo 2
- Olha, parti uma unha.
- Tchiii, e agora?
- Olha, usei a super cola e ficou bem.
- Hein?
Diálogo 3
- Olha, temos alguns quadros para colocar.
- Sim, mas já os temos aí há muito tempo.
- Achas que se podem colocar com super cola?
Diálogo 4
- Tens andado a deitar-me muito tarde.
- Pois é, mas não tenho tido sono à noite.
- Queres que te ponha super cola nas pestanas?
Diálogo 5
- Acho que aquelas castanhas me deram a volta à tripa.
- E que tal se puseres...
- Não! Já chega disso da super cola!
Os diálogos 3, 4 e 5 são fictícios, mas temo que venham a ser bem reais.
Como já dizia o outro, "quando a única ferramenta que tens é um martelo, tudo à tua volta te parecem pregos".
10/11/2013
A memória dela
Enquanto lanchávamos num café à beira-mar, onde já não íamos há imenso tempo:
- Lembras-te da última vez que estivemos aqui?
- Lembro, e até trouxe esta mesma camisola.
- Impressionante! Como é possível?
- Como é possível eu lembrar-me há quanto tempo foi ou como é possível eu saber o que trazia vestido?
- Não, não... Como é possível ainda teres essa mesma camisola há tanto tempo?
- Lembras-te da última vez que estivemos aqui?
- Lembro, e até trouxe esta mesma camisola.
- Impressionante! Como é possível?
- Como é possível eu lembrar-me há quanto tempo foi ou como é possível eu saber o que trazia vestido?
- Não, não... Como é possível ainda teres essa mesma camisola há tanto tempo?
07/11/2013
As meias preferidas
Vejo-a toda enrolada no cobertor e pergunto:
- Então que se passa?
- Nada, nada. Só estou com frio nos pés.
Passados uns minutos, levanta-se. Reparo nas meias dela e digo-lhe:
- Tens as meias rotas atrás.
- Ah, eu sei, mas gosto tanto destas meias.
Resta-me dizer-vos que as meias preferidas delas dizem "SPORT". Para ser a cereja no topo do bolo, só faltam mesmo lá umas raquetes, mas em abono da verdade, estas não têm; sim, estas.
- Então que se passa?
- Nada, nada. Só estou com frio nos pés.
Passados uns minutos, levanta-se. Reparo nas meias dela e digo-lhe:
- Tens as meias rotas atrás.
- Ah, eu sei, mas gosto tanto destas meias.
Resta-me dizer-vos que as meias preferidas delas dizem "SPORT". Para ser a cereja no topo do bolo, só faltam mesmo lá umas raquetes, mas em abono da verdade, estas não têm; sim, estas.
26/06/2013
Problemas de comunicação
- Vou sair agora. Daqui a 15 minutos estou aí. (Sim, eu gosto de avisar para evitar surpresas)
- Ai já vens? Olha, passa na confeitaria e traz três bolinhos de bacalhau em miniatura.
- Ok. Só isso?
- Traz também o que quiseres para ti.
Não havia miniaturas e pedi bolinhos de bacalhau (não miniaturas) e trouxe dois rissóis de carne para mim.
Já em casa entrego-lhe a caixa.
- Olha, vê lá se pode ser assim ou se queres que vá lá buscar outra coisa.
Depois de ver os bolinhos de bacalhau e os MEUS rissóis, diz ela:
- Não, não. Está bom assim. Mas... então e para ti não não trouxeste nada?
- Ai já vens? Olha, passa na confeitaria e traz três bolinhos de bacalhau em miniatura.
- Ok. Só isso?
- Traz também o que quiseres para ti.
Não havia miniaturas e pedi bolinhos de bacalhau (não miniaturas) e trouxe dois rissóis de carne para mim.
Já em casa entrego-lhe a caixa.
- Olha, vê lá se pode ser assim ou se queres que vá lá buscar outra coisa.
Depois de ver os bolinhos de bacalhau e os MEUS rissóis, diz ela:
- Não, não. Está bom assim. Mas... então e para ti não não trouxeste nada?
24/06/2013
Termóstato
Hoje estava bom tempo e resolvemos ir passear até à praia. Como, para ela, estava muito vento, fomos para a zona ribeirinha. Já na zona ribeirinha, para ela, estava muito calor e fomos para casa. Ainda gostava de saber qual o sítio que, entre o rio e a praia, estivesse bom para ela. E se esse sítio existir, ainda aposto que num braço havia de estar muito vento e no outro braço havia de estar muito calor.
Esta coisa dos termóstatos é uma coisa que diferencia muito bem homens e mulheres. E o das mulheres é, de certeza, muito mais sensível (se é que funciona).
Esta coisa dos termóstatos é uma coisa que diferencia muito bem homens e mulheres. E o das mulheres é, de certeza, muito mais sensível (se é que funciona).
23/06/2013
Óculos de sol
Comprei uns óculos de sol daqueles bem baratinhos. Claro que não sou eu que os escolho. Se ela gosta, levo-os, porque nestas coisas, há que confiar no gosto feminino. À saída, diz-me ela:
- Sabes porque é que gosto mais desses do que dos outros?
- Então?
- É que nesses, consigo ver-me ao espelho.
- Sabes porque é que gosto mais desses do que dos outros?
- Então?
- É que nesses, consigo ver-me ao espelho.
22/05/2013
Eduardo, o chato
Conversa por chat:
- Escreveste "voilá", mas é "voilà".
- Está bem, deixa estar assim.
- Corrige. Se não, faço um post sobre isso.
- És tão chato.
- Eu gosto do teu blogue perfeito, à tua imagem.
- Mentiroso.
Passado um minuto, já tinha alterado. Acho que estou a melhorar as minhas competências de persuasão.
- Escreveste "voilá", mas é "voilà".
- Está bem, deixa estar assim.
- Corrige. Se não, faço um post sobre isso.
- És tão chato.
- Eu gosto do teu blogue perfeito, à tua imagem.
- Mentiroso.
Passado um minuto, já tinha alterado. Acho que estou a melhorar as minhas competências de persuasão.
21/05/2013
Das prioridades
Hoje vou ver o filme Rugas. Antes de mais nada prestem atenção ao trailer.
O filme tem boa pontuação e é para adultos. Perguntei-lhe se queria ir comigo. Disse que não queria ir ver este filme por ser uma animação. O cinema é a 5 minutos de casa e de borla.
Estou aqui, estou a convidar as jeitosas seguidoras deste blogue para um cineminha. Estou aqui, estou a dormir no sofá.
Cheira-me que ela não quer ir, não pelo filme em si, mas porque prefere ficar a ver as nomeações do Big Brother ou lá o que é. Prioridades.
O filme tem boa pontuação e é para adultos. Perguntei-lhe se queria ir comigo. Disse que não queria ir ver este filme por ser uma animação. O cinema é a 5 minutos de casa e de borla.
Estou aqui, estou a convidar as jeitosas seguidoras deste blogue para um cineminha. Estou aqui, estou a dormir no sofá.
Cheira-me que ela não quer ir, não pelo filme em si, mas porque prefere ficar a ver as nomeações do Big Brother ou lá o que é. Prioridades.
01/05/2013
O bolo
Ela:
- Queres que faça um bolo para o nosso lanche?
- Então mas ainda há do outro bolo.
- Sim, mas já está muito rijo.
- Rijo? Ainda ontem comi e estava bom.
- Para mim, já está duro. Queres que faça ou não? Se quiseres, eu faço. Se não quiseres, não faço.
- Se é por mim, não vale a pena. Come-se do outro.
- Está bem, mas eu vou fazer na mesma.
Se eu inicialmente lhe tivesse dito para fazer, ainda me ia atirar à cara que só tinha feito por causa de mim.
- Queres que faça um bolo para o nosso lanche?
- Então mas ainda há do outro bolo.
- Sim, mas já está muito rijo.
- Rijo? Ainda ontem comi e estava bom.
- Para mim, já está duro. Queres que faça ou não? Se quiseres, eu faço. Se não quiseres, não faço.
- Se é por mim, não vale a pena. Come-se do outro.
- Está bem, mas eu vou fazer na mesma.
Se eu inicialmente lhe tivesse dito para fazer, ainda me ia atirar à cara que só tinha feito por causa de mim.
07/04/2013
Ela, os animais e eu
Hoje depois do ginásio fomos comer uma sandocha ao sítio do costume. E no caminho encontramos sempre um cãozinho muito sossegado que pertence aos arrumadores de serviço.
Diz ela:
- Havíamos de comprar ração para o cão.
- Então mas nunca dás nada aos arrumadores e vais dar ao cão?
- Pois. Acho que gosto mais dos animais do que das pessoas.
- Sim, já tinha reparado nisso em casa.
Diz ela:
- Havíamos de comprar ração para o cão.
- Então mas nunca dás nada aos arrumadores e vais dar ao cão?
- Pois. Acho que gosto mais dos animais do que das pessoas.
- Sim, já tinha reparado nisso em casa.
04/04/2013
Moscas
Cheguei a casa e ela:
- O Leo já apanhou duas moscas e comeu-as.
Passado um bocado:
- Vou deixar a janela um bocado aberta a ver se entram mais moscas.
- Ãh?
Toda a gente detesta ter moscas em casa, mas aqui é motivo de alegria.
- O Leo já apanhou duas moscas e comeu-as.
Passado um bocado:
- Vou deixar a janela um bocado aberta a ver se entram mais moscas.
- Ãh?
Toda a gente detesta ter moscas em casa, mas aqui é motivo de alegria.
17/03/2013
Levantar cedo?
Ontem, ela:
- Amanhã a ver se vamos ao ginásio bem cedo.
Levantámo-nos quase ao meio-dia. São 12h30m e acabámos de tomar o pequeno almoço.
Pergunto-lhe a que horas ela quer ir ao ginásio e ela responde:
- Pois, agora já é tarde. Eu já me levantei há um bom bocado!
- Amanhã a ver se vamos ao ginásio bem cedo.
Levantámo-nos quase ao meio-dia. São 12h30m e acabámos de tomar o pequeno almoço.
Pergunto-lhe a que horas ela quer ir ao ginásio e ela responde:
- Pois, agora já é tarde. Eu já me levantei há um bom bocado!
14/03/2013
Hoje depois do ginásio
- Ai, estou toda partida. Levas-me o saco?
- Está bem. Dá cá.
Pego no saco e parecia que estava a pegar em halteres. Ela vai uma hora para o ginásio e parece que vai estar fora de casa por 5 dias.
- Está bem. Dá cá.
Pego no saco e parecia que estava a pegar em halteres. Ela vai uma hora para o ginásio e parece que vai estar fora de casa por 5 dias.
07/03/2013
Hoje depois do ginásio
Ela:
- Estas calças estão me sempre a cair.
A minha resposta foi:
- Estás perder massa, gorda.
A vírgula foi uma pausa subtil para a deixar na dúvida.
- Estas calças estão me sempre a cair.
A minha resposta foi:
- Estás perder massa, gorda.
A vírgula foi uma pausa subtil para a deixar na dúvida.
O sonho dela
Hoje de manhã fiquei a trabalhar em casa. Ela acorda e dirige-se a mim toda carinhosa. E pede-me um abraço. Pergunto-lhe porque está assim. Resposta dela:
- Sonhei que tinhas morrido.
- Ahahaha! Se é para ter abordagens destas, quero que sonhes isso todos os dias...
E agora acrescento.
- ...mas só enquanto estiver vivo.
- Sonhei que tinhas morrido.
- Ahahaha! Se é para ter abordagens destas, quero que sonhes isso todos os dias...
E agora acrescento.
- ...mas só enquanto estiver vivo.
02/03/2013
28/02/2013
O tampo da sanita
Tenho o hábito de, sempre que utilizo a sanita, colocar os tampos para baixo. Os dois. Não adquiri esse hábito enquanto era novo. Mas a certa altura alguém me chamou a atenção para isso, e a partir daí, passei a fazê-lo. Quando comecei a viver com a Raquel sempre insisti bastante com ela para baixar o tampo. Nunca o fez.
Certo dia, estamos fora de casa e ela apercebe-se que lhe falta o telemóvel. Pede-me para ligar. Ao ligar, toca algumas vezes e depois dá impedido. Tento novamente, e vai parar ao voice-mail. Ela já estava a pensar que o podiam ter roubado, mas não podia ser. Não tínhamos passado por nenhum local onde isso pudesse acontecer. Ela começa a tentar percorrer os caminhos que o telefone podia ter feito naquele dia e diz-me que a última vez que o utilizou foi no WC. E acha que o tinha deixado em cima do autoclismo.
Começou a fazer sentido e disse-lhe:
- Se calhar, caiu na sanita. Ao vibrar avançou e caiu. Baixaste o tampo?
Não acreditava que isso pudesse ter acontecido. Não acreditava ou não queria acreditar.
- Não. Não pode ser. Não faz sentido.
- Faz, faz. Por isso é que já nem toca. Deve estar debaixo de água.
E no regresso a casa, lá estava ele. E pensei que a partir desse momento, ela passaria a baixar sempre o tampo. Qual quê? Pensei mal. Nem assim.
Mas a história não acaba aqui, felizmente. Certo dia, já nós tínhamos o gato e constato numas pegadas felinas na parte de dentro da sanita. Digo-lhe que o gato andou lá dentro e que o mais certo é ele ter bebido água de lá. Não sei se bebeu, nem se não bebeu. O que é certo, é que a partir daí, o tampo nunca mais ficou levantado.
Certo dia, estamos fora de casa e ela apercebe-se que lhe falta o telemóvel. Pede-me para ligar. Ao ligar, toca algumas vezes e depois dá impedido. Tento novamente, e vai parar ao voice-mail. Ela já estava a pensar que o podiam ter roubado, mas não podia ser. Não tínhamos passado por nenhum local onde isso pudesse acontecer. Ela começa a tentar percorrer os caminhos que o telefone podia ter feito naquele dia e diz-me que a última vez que o utilizou foi no WC. E acha que o tinha deixado em cima do autoclismo.
Começou a fazer sentido e disse-lhe:
- Se calhar, caiu na sanita. Ao vibrar avançou e caiu. Baixaste o tampo?
Não acreditava que isso pudesse ter acontecido. Não acreditava ou não queria acreditar.
- Não. Não pode ser. Não faz sentido.
- Faz, faz. Por isso é que já nem toca. Deve estar debaixo de água.
E no regresso a casa, lá estava ele. E pensei que a partir desse momento, ela passaria a baixar sempre o tampo. Qual quê? Pensei mal. Nem assim.
Mas a história não acaba aqui, felizmente. Certo dia, já nós tínhamos o gato e constato numas pegadas felinas na parte de dentro da sanita. Digo-lhe que o gato andou lá dentro e que o mais certo é ele ter bebido água de lá. Não sei se bebeu, nem se não bebeu. O que é certo, é que a partir daí, o tampo nunca mais ficou levantado.
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