29/06/2014

A precisar de atenção e juízo

Há dias vínhamos de carro para casa e, perpendicularmente a nós, passou um carro do Google Street View. Disse-lhe a ela:
- Vamos atrás do carro para ficarmos em todas as fotografias?
Ao que ela, muito educadamente, me disse:
- Toma juízo.
E eu tomei. E lá fomos para casa.

27/06/2014

Onde ficou guardado o dinheiro dos jogadores do Gana

Depois de se confirmar que os jogadores do Gana iriam receber o montante referente à presença no Mundial em dinheiro vivo, avancei (no facebook) para a possibilidade de eles jogarem com dinheiro debaixo dos calções, já que seria, à partida, o único sítio onde estaria seguro.

E não é que tinha razão? Se aquilo não são notas bem acondicionadas, não sei o que será. E olhem que eu até vejo muitos filmes.

Apreciem.

23/06/2014

O balão

Hoje assistimos ao lançamento de um balão de São João. Estávamos no primeiro anel  e decidimos filmar. As gaivotas souberam disso e decidiram aparecer. Para perder um minuto do vosso tempo, é ver aqui abaixo.

19/06/2014

Paciência

No consultório, a secretária recebe uma chamada:
- Sr. Fulano, não me esqueci de si, esteja descansado.
E disse isso enquanto movia com o rato uma carta do jogo da paciência.
- [...]
- Tem de esperar mais um pouco - enquanto movia outra carta.
É preciso ter paciência! E isso é coisa que ela tinha mesmo ali à mão.

16/06/2014

O reencontro felino

Ontem quando chegámos a casa dos meus sogros para ir buscar o gato, já eu ia de câmara em punho para filmar a reacção dele quando nos visse. O problema foi que, no preciso momento que chegámos, estava a passar uma procissão. Para além das pessoas que caminhavam na dita processão, havia também uma banda. E na banda havia tambores, pratos, cornetas e barulho, muito barulho. Até houve de vez em quando uns foguetes que mandavam ao ar só para o estrondo.

Chegando a casa deles, estava o gato escondido, mas passado um bom bocado de o chamarmos, lá apareceu ele em modo soldado rasteiro, que é como ele costuma ficar quando tem medo de alguma coisa. A reacção dele quando nos viu foi tão... foi tão... sem adjetivos que a única coisa que eu diria que ele terá pensado foi:
- Então mas estes dois não tinham falecido? Ainda vou ter de gramar com eles?

Uau, foi espetacular.

15/06/2014

O fim das férias

Hoje foi o último dia de férias. Sendo assim, o mais provável é que este blogue volte em força ao... silêncio.
Para quem só segue este blogue e não o dela, também escrevi cenas no dela porque aquilo estava ao abandono. Quando se trata de dizer mal dela, até me sinto mais inspirado.

14/06/2014

A ameaça

A Raquel fez questão de comprar mais um biquíni porque "só" tinha três e tinha porque tinha de ter mais um e aquele estava com um super mini preço de aproveitar.

Chegando ao penúltimo dia de férias, disse-lhe para o vestir pelo menos uma vez para a compra fazer algum sentido.

Lá o vestiu. Já na piscina, digo-lhe em tom muito sério:
- Esse biquíni dá muito nas vistas.
- Por ser fluorescente?
- Não. Porque está ali outra moça com um igual.

O que se seguiu pareceu uma cena do National Geographic. A Raquel levanta-se, qual suricata e quase em pânico a dizer: "onde? onde?"

O biquíni era só parecido, mas deu para perceber os perigos que existem na selva do mundo feminino.

12/06/2014

PDI

Sou daquelas pessoas que depois de um bom prato de bacalhau fica horas e horas a fazer caretas em busca dos restos de comida que ficaram entre os dentes. Há uns dias o problema agravou-se quando me caiu um pedaço de um dente.

Ontem fomos comer a um restaurante cuja carne era tão tenrinha tão saborosa e tão tenrinha que eu só desejava que ela se alojasse no dito espaçamento entretanto criado.

Qual não foi o meu espanto hoje de manhã quando acordei e ainda tinha o sabor da carne de ontem. Fui lá com a língua (salvo seja) e confirmou-se.

Nem tudo é mau. O PDI (problema da idade) também nos traz alegrias.

11/06/2014

Os banhistas, esses irresponsáveis

Hoje fomos à praia que está mais perto do hotel onde estamos. Chegámos por volta das 10h e o calor já se fazia sentir. Entretanto, vimos algumas pessoas junto às arribas e quase que dissemos em uníssono:
- Que irresponsabilidade; esta gente não vê os riscos que corre.
Pousámos as nossas toalhas, e passados não muitos minutos e já depois de virar a tosta uma dezena de vezes, fomos molhar os pés para refrescar. A água estava gelada, por isso voltámos para as toalhas. No intervalo de meia hora fizemos uns 10 percursos de toalha - água e água-  toalha e não arranjámos forma de estar a uma temperatura que nos agradasse.

Até que um de nós sugeriu ir para a sombra. A sombra era de uma arriba que ali estava, mas estava ali tão sossegada que, para nós, isso foi só um pormenor. Entre a irresponsabilidade de levar com uma arriba em cima ou a irresponsabilidade de levar com um escaldão, preferimos a arriba, que sempre é mais fresquinha.

Entretanto, pelo sim, pelo não, já comprámos um guarda-sol.

10/06/2014

A orelhuda

Ontem quando estávamos a jantar, a Raquel foi reconhecida e abordada pela primeira vez.
Depois do diálogo entre elas, a Raquel estava num misto de contentamento e vergonha.
Dizia-me ela:
- É uma sensação boa ser reconhecida e virem falar comigo. Gostei mesmo. A menina estava um bocado envergonhada, mas eu também estava. Porque...
E antes que ela continuasse, tentei eu justificar:
- ... porque foste apanhada sem maquilhagem e num sítio de fast-food a comer porcarias?

Entretanto, também me disse que a menina não tinha a certeza se era a Raquel. Não tem nada que enganar, confiem em mim no seguinte: Olhem para as orelhas. Se uma for desproporcionalmente maior que a outra e se essa mesma orelha parecer que quer fugir dali, ou que quer sintonizar o Astra, qual antena parabólica, é ela. Dito isto, cuidado com aquilo que dizem dela, mesmo com sussuros; é que aquela orelha tem a capacidade de ouvir à distância e em qualquer frequência.

Importância relativa

- Raquel, liga à tua mãe para ver como está o gato.
No decorrer do telefonema:
- Eduardo, a minha mãe diz que o gato já fez cocó.
- Ainda bem! Olha, diz à tua mãe que eu também já fiz cocó.
Não disse. Ignorou-me completamente. E eu sem saber porquê.

09/06/2014

Muita pressa

Hoje depois de almoço, e como tem sido habitual, começa-lhe a dar um valente soninho. Vínhamos muito calmamente a sair.  Já à saída do restaurante somos abordados por uma moça que nos pretende vender qualquer coisa:
- Posso roubar um minutinho do vosso tempo?
Diz a Raquel enquanto arrasta um pé, dá um bocejo e arrasta o outro pé:
- Estamos com muita pressa.
E continuou o seu caminho muito calmamente.

Enviado do telemóvel que era dela mas sobrou para mim depois de se comprar um novo para ela.