11/04/2013

Debate

Era o principal debate para as eleições presidenciais. No dia seguinte, lá no trabalho à hora do lanche só se falava nisso. Começo a ouvir o meu colega e parecia que ele tinha visto um debate diferente do que eu tinha visto.

Dizia ele:
- O Soares ali a atacar com perguntas e o Cavaco não dizia nada de jeito.
E eu dizia:
- O Soares só fazia perguntas e nem o deixava falar. Parecia possuído. O Cavaco falou quando era a vez dele e não interrompeu ninguém.
- Não acho. Um debate quer-se com garra, com vontade.
- Eu acho que tem de haver sobretudo, educação.
- Não gosto nada do Cavaco. E ontem confirmei isso mais uma vez.
- Mas não achas que, para ti, a prestação do Cavaco foi má porque já tinhas uma ideia pré-concebida dele?
- E tu, não achas que a prestação do Soares foi má também por isso mesmo?
Pimba, lixou-me. Eu achava que a minha análise estava a ser isenta, mas o mais provável era estar a ser condicionada pela ideia que já tinha de cada um dos candidatos. O mais provável também era estar a acontecer exatamente a mesma coisa ao meu colega.

Por isso é que, hoje em dia, quando alguém me fala de política, gosto de saber em quem votaram nas últimas eleições e se são ou não militantes de algum partido. E se me dizem que o voto é secreto, respondo-lhes que a opinião deles também devia ser. Não digo, mas tinha piada.

(Os nomes dos candidatos são mais ou menos fictícios)

2 comentários:

  1. é difícil não se ter opiniões usando os nossos gostos quando se fala em política!

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