Tenho o hábito de, sempre que utilizo a sanita, colocar os tampos para baixo. Os dois. Não adquiri esse hábito enquanto era novo. Mas a certa altura alguém me chamou a atenção para isso, e a partir daí, passei a fazê-lo. Quando comecei a viver com a Raquel sempre insisti bastante com ela para baixar o tampo. Nunca o fez.
Certo dia, estamos fora de casa e ela apercebe-se que lhe falta o telemóvel. Pede-me para ligar. Ao ligar, toca algumas vezes e depois dá impedido. Tento novamente, e vai parar ao voice-mail. Ela já estava a pensar que o podiam ter roubado, mas não podia ser. Não tínhamos passado por nenhum local onde isso pudesse acontecer. Ela começa a tentar percorrer os caminhos que o telefone podia ter feito naquele dia e diz-me que a última vez que o utilizou foi no WC. E acha que o tinha deixado em cima do autoclismo.
Começou a fazer sentido e disse-lhe:
- Se calhar, caiu na sanita. Ao vibrar avançou e caiu. Baixaste o tampo?
Não acreditava que isso pudesse ter acontecido. Não acreditava ou não queria acreditar.
- Não. Não pode ser. Não faz sentido.
- Faz, faz. Por isso é que já nem toca. Deve estar debaixo de água.
E no regresso a casa, lá estava ele. E pensei que a partir desse momento, ela passaria a baixar sempre o tampo. Qual quê? Pensei mal. Nem assim.
Mas a história não acaba aqui, felizmente. Certo dia, já nós tínhamos o gato e constato numas pegadas felinas na parte de dentro da sanita. Digo-lhe que o gato andou lá dentro e que o mais certo é ele ter bebido água de lá. Não sei se bebeu, nem se não bebeu. O que é certo, é que a partir daí, o tampo nunca mais ficou levantado.
28/02/2013
27/02/2013
Chapada
Era o ano de 1984. Eu devia ter uns 8 anos. Estávamos na sala de aula. O professor era da velha guarda, daqueles que achava que as réguas passavam muito conhecimento através das mãos. As réguas serviam também para os miúdos se portarem melhor, apesar de alguns estarem constantemente a precisar dessas injeções comportamentais.
O professor estava no quadro a explicar a estrutura das frases. Aquela história do sintagma norminal e verbal... Quê? Pois, tive de ir ver porque já não me lembrava. Mas estava ele a explicar isso, e eu estava a ouvir com atenção, embora os meus olhos estivessem focados no caderno onde ia fazendo uns rabiscos. Ele achou que eu estava distraído e dispara:
- Eduardo, o que é que eu estava a dizer?
O meu coração acelerou. Sentia-o a bater por todo o corpo. Eu sabia a resposta, mas naquele momento bloqueei. Fiquei estático. Sem resposta.
O professor olha para o meu caderno e olha para mim. Não me deu mais tempo para responder. Puxa a mão atrás e trás! Que chapadão. Até fez piiiiiii, aquele feedback que ouvimos quando alguma coisa nos afecta os ouvidos.
Doeu muito, mas pior que a dor daquela mão adulta e grossa a embater na minha cara, foi a dor da situação, que não foi minimamente justa. Estavam todos os meus colegas a olhar para mim e chorei.
Olhando para trás agora, entendo que naquela altura era assim. Já na altura entendia. Nem conhecia outra forma. Não devia ser assim, mas era. E eu até apanhava poucas em relação à média.
E a prova de que as chapadas e as reguadas não ajudavam a aprender, é que a estrutura das frases ficou esquecida. Já a chapada... Nunca a vou esquecer.
E lembrei-me desta história quando vi este vídeo.
O professor estava no quadro a explicar a estrutura das frases. Aquela história do sintagma norminal e verbal... Quê? Pois, tive de ir ver porque já não me lembrava. Mas estava ele a explicar isso, e eu estava a ouvir com atenção, embora os meus olhos estivessem focados no caderno onde ia fazendo uns rabiscos. Ele achou que eu estava distraído e dispara:
- Eduardo, o que é que eu estava a dizer?
O meu coração acelerou. Sentia-o a bater por todo o corpo. Eu sabia a resposta, mas naquele momento bloqueei. Fiquei estático. Sem resposta.
O professor olha para o meu caderno e olha para mim. Não me deu mais tempo para responder. Puxa a mão atrás e trás! Que chapadão. Até fez piiiiiii, aquele feedback que ouvimos quando alguma coisa nos afecta os ouvidos.
Doeu muito, mas pior que a dor daquela mão adulta e grossa a embater na minha cara, foi a dor da situação, que não foi minimamente justa. Estavam todos os meus colegas a olhar para mim e chorei.
Olhando para trás agora, entendo que naquela altura era assim. Já na altura entendia. Nem conhecia outra forma. Não devia ser assim, mas era. E eu até apanhava poucas em relação à média.
E a prova de que as chapadas e as reguadas não ajudavam a aprender, é que a estrutura das frases ficou esquecida. Já a chapada... Nunca a vou esquecer.
E lembrei-me desta história quando vi este vídeo.
Almoço
Confessem lá. Já estavam com saudades destes posts que só não abrem o apetite porque vocês já almoçaram, certo? Certo.
Hoje o almoço foi sopa de coração e rolinhos de linguado com puré. Para acompanhar, desta vez, foi um
O
IRC - m/f?
Nos tempos áureos do IRC, era frequente passar umas horas valentes na converseta. Podia adoptar a postura passiva (don't get me wrong), que era a de ficar à espera que metessem conversa comigo, ou a postura mais ativa, a contrária, portanto.
Ora quando tinha a postura passiva, era raro quem metesse conversa comigo. Os homens não falavam comigo - e ainda bem, diga-se - e as mulheres também não davam o primeiro passo. A verdade é que o meu nickname não era muito chamativo - acaba em man - e sabia que tinha de fazer alguma coisa para contrariar a tendência.
Decidi então criar um nickname que não esclarecesse, à partida, se era masculino ou feminino e que pudesse, eventualmente, chamar um pouco mais a atenção das meninas. E adotei um nickname unisexo. Assim, começaram a ocorrer muitas mais conversas, mas era tudo homens. As mulheres continuavam silenciosas.
Como muitos homens iniciavam a conversa, decidi aproveitar as conversas a meu favor. Achei que poderia aprender alguma coisa se tentasse perceber a abordagem deles. Como faziam? O que falavam inicialmente que pudesse ser interessante para elas? E, efetivamente, deu para aprender algumas coisas, e desaprender outras.
Mas outros havia que começavam a conversa com: "m/f?"
A esses nem respondia. Bastava dizer que era "m" para saírem da conversa. Até que um dia em que estava sem ninguém a conversar e com bastante tempo livre, decidi travestir-me virtualmente, seja lá o que isso for.
Entrei com um nickname feminino e rapidamente apareceu a pergunta de sempre: "m/f?". Respondi "f" e a conversa foi rolando. Rapidamente percebi que estava a falar com um moço desesperado. E fui dizendo alguns lugares comuns, e com muitas mentiras pelo meio. Disse que era casada, mas que estava descontente e que precisava de mais acção na minha vida. Fingi-me interessado, ou neste caso, interessada.
A páginas tantas, fiquei sem tempo. Tinha de me despachar na conversa. Ele era do Norte. Combinei encontro no Norteshopping às 22h do próprio dia, mais concretamente junto ao bowling que, naquele tempo existia e eu sabia disso.
- Mas como te vou reconhecer?
- Levo uma saia vermelha. Vais perceber logo que sou eu.
- Ok.
O moço, a certa altura, já só respondia com "ok". Tinha-lhe saído a sorte grande.
- Quero discrição. Isto não é para se saber.
- Ok.
- Ah... e espero que não seja preciso dizer...
- O quê?
- Leva protecção.
- Ok.
A conversa terminou e obviamente não sei se ele se deslocou ao shopping. Se não foi, é porque tinha neurónios suficientes para não se deixar afogar pelo desespero. Se foi, as minhas desculpas a todas as mulheres que àquela hora e naquele local tinham uma saia vermelha vestida.
Ora quando tinha a postura passiva, era raro quem metesse conversa comigo. Os homens não falavam comigo - e ainda bem, diga-se - e as mulheres também não davam o primeiro passo. A verdade é que o meu nickname não era muito chamativo - acaba em man - e sabia que tinha de fazer alguma coisa para contrariar a tendência.
Decidi então criar um nickname que não esclarecesse, à partida, se era masculino ou feminino e que pudesse, eventualmente, chamar um pouco mais a atenção das meninas. E adotei um nickname unisexo. Assim, começaram a ocorrer muitas mais conversas, mas era tudo homens. As mulheres continuavam silenciosas.
Como muitos homens iniciavam a conversa, decidi aproveitar as conversas a meu favor. Achei que poderia aprender alguma coisa se tentasse perceber a abordagem deles. Como faziam? O que falavam inicialmente que pudesse ser interessante para elas? E, efetivamente, deu para aprender algumas coisas, e desaprender outras.
Mas outros havia que começavam a conversa com: "m/f?"
A esses nem respondia. Bastava dizer que era "m" para saírem da conversa. Até que um dia em que estava sem ninguém a conversar e com bastante tempo livre, decidi travestir-me virtualmente, seja lá o que isso for.
Entrei com um nickname feminino e rapidamente apareceu a pergunta de sempre: "m/f?". Respondi "f" e a conversa foi rolando. Rapidamente percebi que estava a falar com um moço desesperado. E fui dizendo alguns lugares comuns, e com muitas mentiras pelo meio. Disse que era casada, mas que estava descontente e que precisava de mais acção na minha vida. Fingi-me interessado, ou neste caso, interessada.
A páginas tantas, fiquei sem tempo. Tinha de me despachar na conversa. Ele era do Norte. Combinei encontro no Norteshopping às 22h do próprio dia, mais concretamente junto ao bowling que, naquele tempo existia e eu sabia disso.
- Mas como te vou reconhecer?
- Levo uma saia vermelha. Vais perceber logo que sou eu.
- Ok.
O moço, a certa altura, já só respondia com "ok". Tinha-lhe saído a sorte grande.
- Quero discrição. Isto não é para se saber.
- Ok.
- Ah... e espero que não seja preciso dizer...
- O quê?
- Leva protecção.
- Ok.
A conversa terminou e obviamente não sei se ele se deslocou ao shopping. Se não foi, é porque tinha neurónios suficientes para não se deixar afogar pelo desespero. Se foi, as minhas desculpas a todas as mulheres que àquela hora e naquele local tinham uma saia vermelha vestida.
26/02/2013
A condução delas
Ainda a propósito do post anterior...
É frequente eu ir a conduzir, principalmente na VCI, e vermos algumas asneiras. No início dizia-lhe:
- Quase que aposto que é uma mulher.
E ela ficava indignada, embora algumas vezes me desse razão.
Quando via que era uma asneira de um carro tipicamente masculino, como uma carrinha de caixa aberta, ou um carro mais desportivo, costumava dizer:
- Esse deve ir ao telemóvel, de certeza.
E quando o ultrapassávamos, ela verificava e muitas vezes constatava que sim.
E hoje em dia, é ela que muitas vezes vê as asneiras e em tom de aposta afirma:
- Só pode ser uma mulher.
E antes de se defenderem, deixem-me só dizer que:
1. Há boas condutoras, conheçomuitas algumas.
2. Há maus condutores, conheçoalguns muitos.
3. Ao telefone, são todos maus.
É frequente eu ir a conduzir, principalmente na VCI, e vermos algumas asneiras. No início dizia-lhe:
- Quase que aposto que é uma mulher.
E ela ficava indignada, embora algumas vezes me desse razão.
Quando via que era uma asneira de um carro tipicamente masculino, como uma carrinha de caixa aberta, ou um carro mais desportivo, costumava dizer:
- Esse deve ir ao telemóvel, de certeza.
E quando o ultrapassávamos, ela verificava e muitas vezes constatava que sim.
E hoje em dia, é ela que muitas vezes vê as asneiras e em tom de aposta afirma:
- Só pode ser uma mulher.
E antes de se defenderem, deixem-me só dizer que:
1. Há boas condutoras, conheço
2. Há maus condutores, conheço
3. Ao telefone, são todos maus.
A promessa do David Fonseca
Há outras promessas, mas como o meu público é, na sua grande maioria, feminino, achei que com o David Fonseca a mensagem passava melhor.
Eu já telefonei e já enviei mensagens enquanto conduzia. E na verdade, também já apanhei alguns sustos por causa disso. E por causa desses mesmos sustos, é que agora, quando o telefone toca, digo-lhe a ela para atender.
E hoje em dia, sempre que vejo alguém ao telefone, buzino em sinal de protesto. A pessoa em causa não vai desligar por causa disso, mas a pessoa do outro lado do telefone vai ouvir e vai achar que essa pessoa está a fazer asneiras enquanto conduz.
Eu já telefonei e já enviei mensagens enquanto conduzia. E na verdade, também já apanhei alguns sustos por causa disso. E por causa desses mesmos sustos, é que agora, quando o telefone toca, digo-lhe a ela para atender.
E hoje em dia, sempre que vejo alguém ao telefone, buzino em sinal de protesto. A pessoa em causa não vai desligar por causa disso, mas a pessoa do outro lado do telefone vai ouvir e vai achar que essa pessoa está a fazer asneiras enquanto conduz.
25/02/2013
Óscares
Só vi um filme. Ainda não sei nada sobre quem ganhou. E é tudo o que tenho a dizer sobre os óscares. Obrigado e boa semana.
Não, estava a brincar. O que tenho a dizer sobre os óscares é que tinha bilhete para o evento do Parque Nascente. Então na sexta-feira perguntei-lhe:
- Domingo, vamos ao Parque Nascente?
- Até ia, mas assim com este cabelo não vou.
No sábado, depois do ginásio, fomos tratar do cabelo dela e aproveitei e cortei o meu. Já no Domingo, volto a perguntar-lhe:
- Logo, vamos ao Parque Nascente? Podemos ver os filmes...
Antes de os conseguir enumerar, interrompeu-me para dizer:
- Sabes... Estou toda partida. Acho que fico a ver a passadeira vermelha.
E pronto. Para uns, os óscares são os filmes e os premiados. Para outros, são os vestidos e os sovacos por depilar.
Não, estava a brincar. O que tenho a dizer sobre os óscares é que tinha bilhete para o evento do Parque Nascente. Então na sexta-feira perguntei-lhe:
- Domingo, vamos ao Parque Nascente?
- Até ia, mas assim com este cabelo não vou.
No sábado, depois do ginásio, fomos tratar do cabelo dela e aproveitei e cortei o meu. Já no Domingo, volto a perguntar-lhe:
- Logo, vamos ao Parque Nascente? Podemos ver os filmes...
Antes de os conseguir enumerar, interrompeu-me para dizer:
- Sabes... Estou toda partida. Acho que fico a ver a passadeira vermelha.
E pronto. Para uns, os óscares são os filmes e os premiados. Para outros, são os vestidos e os sovacos por depilar.
24/02/2013
23/02/2013
A carteira dela
Sinto-me assim de cada vez que ela me pede para ir buscar algo à carteira dela. Por vezes, até consegue ser pior, quando tenho de acertar na carteira a que ela se refere. São poucas, diz ela.
Caldo verde
Estávamos a almoçar num restaurante chinês. Sopa para uns, crepe para outros. Cada um escolhe o seu prato e quando já estávamos a comer, chega uma empregada e com o seu sotaque tipicamente chinês pergunta:
- Calo Vêle?
O pessoal fica a pensar que ela fez confusão e que teria pensado que alguém tinha pedido caldo verde.
- Não. Não, obrigado. - dizem todos.
Passados uns minutos, chega a mesma empregada:
- Calo Vêle?
Já tínhamos dito que não. E porque havíamos nós de querer caldo verde num restaurante chinês?
- Não, obrigado. Já dissemos que não.
Só depois percebemos que estava um calo vêle (carro verde) mal estacionado lá fora.
Esta situação não aconteceu comigo. Foi-me contada. Mas merece ser partilhada. E contada como se lá tivéssemos estado, soa sempre melhor.
- Calo Vêle?
O pessoal fica a pensar que ela fez confusão e que teria pensado que alguém tinha pedido caldo verde.
- Não. Não, obrigado. - dizem todos.
Passados uns minutos, chega a mesma empregada:
- Calo Vêle?
Já tínhamos dito que não. E porque havíamos nós de querer caldo verde num restaurante chinês?
- Não, obrigado. Já dissemos que não.
Só depois percebemos que estava um calo vêle (carro verde) mal estacionado lá fora.
Esta situação não aconteceu comigo. Foi-me contada. Mas merece ser partilhada. E contada como se lá tivéssemos estado, soa sempre melhor.
22/02/2013
Então, viste o jogo?
É verdade que ultimamente o entusiasmo para ver os jogos não é muito. Por vezes, até me esqueço que está a dar. Hoje, foi o ColegaX a lembrar-me que jogava o Sporting. Em má altura o fez, diga-se.
Quando comecei a ver, estávamos a ganhar 0-1. Ainda antes do fim da primeira parte, já perdíamos por 2-1. Depois ainda veio um pouco de esperança com um penálti a nosso favor. O penálti foi falhado. Logo a seguir marcam outro golo. Derrota por 3-1.
E hoje em dia, quando me perguntam se tenho visto os jogos de futebol, digo simplesmente que não tenho ligado muito a futebol, ultimamente. Mas os jogos de futesal, ui, vejo-os todos!
Quando comecei a ver, estávamos a ganhar 0-1. Ainda antes do fim da primeira parte, já perdíamos por 2-1. Depois ainda veio um pouco de esperança com um penálti a nosso favor. O penálti foi falhado. Logo a seguir marcam outro golo. Derrota por 3-1.
E hoje em dia, quando me perguntam se tenho visto os jogos de futebol, digo simplesmente que não tenho ligado muito a futebol, ultimamente. Mas os jogos de futesal, ui, vejo-os todos!
Obrigado, Google
No trabalho, enquanto validava algumas funcionalidades que tinha acrescentado ao software, pergunta-me a ColegaA:
- Se depois pudesses ver aqui uma coisa no Excel... É que sempre que faço duplo clique num ficheiro de Excel, dá-me um erro.
- Que erro é?
- É um erro esquisito. Mas já pedi ao homem lá de casa, ao teu ColegaX e a mais gente e não há maneira de se resolver.
- Então mostra lá o que acontece.
Ela fez duplo clique e o erro apareceu. Fiz pesquisa no Google pelo erro que aparecia. Escolhi o primeiro resultado e vi que tinha resolução em 3 simples passos. Percorri os passos no computador dela. Voltámos a testar abrir o ficheiro Excel com duplo clique e funcionou.
- Funcionou! A sério, nem acredito! Não sabes o quanto isto me deixou feliz agora. Estou mesmo feliz. Já funciona, pessoal!
- O que é que funciona? - perguntaram todos.
- O Excel!
- A sério? Como é que ele conseguiu?
E eu:
- Fiz uma pesquisa no Google e estava lá a resolução. Não foi nada de transcendente.
- Não interessa. O que interessa é que já muitos andaram de volta disto e tu em 2 minutos resolveste o problema.
A sério, não foi mesmo nada de especial.
Mas olha Google, obrigado por me deixares ficar tão bem nestas situações. Só espero que, sempre que tenham um problema, não me liguem primeiro a mim e tentem primeiro umas pesquisas contigo.
- Se depois pudesses ver aqui uma coisa no Excel... É que sempre que faço duplo clique num ficheiro de Excel, dá-me um erro.
- Que erro é?
- É um erro esquisito. Mas já pedi ao homem lá de casa, ao teu ColegaX e a mais gente e não há maneira de se resolver.
- Então mostra lá o que acontece.
Ela fez duplo clique e o erro apareceu. Fiz pesquisa no Google pelo erro que aparecia. Escolhi o primeiro resultado e vi que tinha resolução em 3 simples passos. Percorri os passos no computador dela. Voltámos a testar abrir o ficheiro Excel com duplo clique e funcionou.
- Funcionou! A sério, nem acredito! Não sabes o quanto isto me deixou feliz agora. Estou mesmo feliz. Já funciona, pessoal!
- O que é que funciona? - perguntaram todos.
- O Excel!
- A sério? Como é que ele conseguiu?
E eu:
- Fiz uma pesquisa no Google e estava lá a resolução. Não foi nada de transcendente.
- Não interessa. O que interessa é que já muitos andaram de volta disto e tu em 2 minutos resolveste o problema.
A sério, não foi mesmo nada de especial.
Mas olha Google, obrigado por me deixares ficar tão bem nestas situações. Só espero que, sempre que tenham um problema, não me liguem primeiro a mim e tentem primeiro umas pesquisas contigo.
No supermercado
Ela estava a fazer as compras. Deu-me um toque para ir lá ajudar a carregar. Quando lá chego, ela diz-me:
- Olha, trouxe morangos. Estavam com 50% de desconto.
- Ah, fixe! A quanto é que ficam ao kilo?
- Ah isso não vi.
- Então, mas quanto custam?
- 1.79€
- E quanto pesam?
Foi verificar...
- Meio kilo.
- Ok, 3.58€/Kg.
Eu não faço ideia o que é barato ou caro, mas decido perguntar.
Ela não faz ideia do preço por Kg, mas decide levar.
- Olha, trouxe morangos. Estavam com 50% de desconto.
- Ah, fixe! A quanto é que ficam ao kilo?
- Ah isso não vi.
- Então, mas quanto custam?
- 1.79€
- E quanto pesam?
Foi verificar...
- Meio kilo.
- Ok, 3.58€/Kg.
Eu não faço ideia o que é barato ou caro, mas decido perguntar.
Ela não faz ideia do preço por Kg, mas decide levar.
Posts para totós - Chat
Olá totós! [é um termo carinhoso]
É certo que hoje em dia, temos vários emails. Um email pessoal, outro email do trabalho, outro para o blogue, outro para registar em site manhosos, outro para concorrer a passatempos.
Ou então, têm só um. Mas aí, estão a ser totós.
E muitas das vezes, para cada email têm uma conta de chat. O chat de cada email, o chat do MSN, o chat do Yahoo, o chat do Skype, o chat do Facebook e até o velhinho ICQ (a-au!), entre outros. Que chatice! (ui, que trocadilho tão rebuscado)
Mas para tudo existe uma solução. Não precisam de instalar nada. Apenas abrir o vosso browser em imo.im. Já está aberto? Ide lá que eu espero um pouco.
Não precisam de ser registar para terem acesso ao chat. Basta entrarem com uma das vossas contas e já estão prontos a teclar.
Depois, clicam na roldana no canto superior direito e clicam em Add para adicionar as vossas outras contas. Bons teclanços!
Se satisfeitos, podem fechar a página do Facebook, e desligar o MSN, Skype, Google Talk, Yahoo Messenger, ICQ e o que mais estiver a atrapalhar.
Comentários, dúvidas, sugestões e coisas são bem-vindos.
É certo que hoje em dia, temos vários emails. Um email pessoal, outro email do trabalho, outro para o blogue, outro para registar em site manhosos, outro para concorrer a passatempos.
Ou então, têm só um. Mas aí, estão a ser totós.
E muitas das vezes, para cada email têm uma conta de chat. O chat de cada email, o chat do MSN, o chat do Yahoo, o chat do Skype, o chat do Facebook e até o velhinho ICQ (a-au!), entre outros. Que chatice! (ui, que trocadilho tão rebuscado)
Mas para tudo existe uma solução. Não precisam de instalar nada. Apenas abrir o vosso browser em imo.im. Já está aberto? Ide lá que eu espero um pouco.
Não precisam de ser registar para terem acesso ao chat. Basta entrarem com uma das vossas contas e já estão prontos a teclar.
Depois, clicam na roldana no canto superior direito e clicam em Add para adicionar as vossas outras contas. Bons teclanços!
Se satisfeitos, podem fechar a página do Facebook, e desligar o MSN, Skype, Google Talk, Yahoo Messenger, ICQ e o que mais estiver a atrapalhar.
Comentários, dúvidas, sugestões e coisas são bem-vindos.
21/02/2013
Está certo
Hoje não fomos ao ginásio como estava combinado. O motivo, disse-me ela, era por ter acordado um pouco mal disposta. E ela sai de lá sempre bem disposta. A morrer, mas bem disposta.
Está certo.
Já eu estou no trabalho e ela liga-me pelo computador. Eu a pensar que era para fazermos as pazes, mas não. Era para eu ver o gato a querer-lhe roubar o iogurte, e já estava toda bem disposta.
Está certo.
Começa a trovejar e a chover e ela diz-me que está com medo. Eu é que vou apanhar uma molha, mas ela é que está com medo.
Está certo.
Está certo.
Já eu estou no trabalho e ela liga-me pelo computador. Eu a pensar que era para fazermos as pazes, mas não. Era para eu ver o gato a querer-lhe roubar o iogurte, e já estava toda bem disposta.
Está certo.
Começa a trovejar e a chover e ela diz-me que está com medo. Eu é que vou apanhar uma molha, mas ela é que está com medo.
Está certo.
O engatatão
Estávamos todos em acção de formação. Era um formação comportamental e o exercício era simples. Basicamente, tínhamos que escrever algo nas costas dos nossos colegas de trabalho. Cada um tinha a sua folha colada nas costas e íamos de costas em costas escrever um atributo desse colega.
Ora, cheguei às costas do G e já tinha um lista enorme. Aquelas coisas que eu teria para dizer sobre ele, já estavam escritas. Decidi então colocar um pouco de humor. Tinha confiança suficiente com ele, e sabia que ele não ia levar a mal.
O que eu escrevi? Não é que ele fosse aquilo. Não é que tivesse fama disso. Apenas achava que tinha pinta. Achava que as raparigas engraçavam com ele. O que eu escrevi? Escrevi ENGATATÃO. O título já indiciava isso.
Depois, ainda faltavam alguns colegas escrever no papel dele, e logo que liam o que lá estava, desatavam-se a rir. O G virou-se para mim e...
- O que é que foste escrever? Ah sacana...
E eu tentava fazer cara séria, mas naquela altura já era quase impossível.
No final do exercício, tínhamos todos de ler os atributos que nos tinham escrito. O G hesitou, mas depois avançou:
- Simpático, Extrovertido, Trabalhador... - e quando chegou ao fim - Eu nem devia dizer esta parte, mas pronto. Engatatão!
Gargalhada geral.
Aquilo que eu não esperava é que aquilo escalasse completamente. O patrão passou a contar aquela situação sempre que aparecia alguém que não conhecia a história. O patrão era professor na faculdade e os professores têm muitos alunos. E muitos dos alunos conheciam-no e alguns conheciam a namorada. E pronto, já toda a gente sabia do episódio.
E eu pedi-lhe desculpas, que obviamente, de nada valeram. Era algo que eu já não controlava. Mas acho que ele compreendeu que a minha intenção não era essa.
G, se vires este post, desculpa uma vez mais. E desculpa não falarmos há bastante tempo. O próximo a ligar era eu. E devo-te um jantar, que eu não me esqueci ;-)
Ora, cheguei às costas do G e já tinha um lista enorme. Aquelas coisas que eu teria para dizer sobre ele, já estavam escritas. Decidi então colocar um pouco de humor. Tinha confiança suficiente com ele, e sabia que ele não ia levar a mal.
O que eu escrevi? Não é que ele fosse aquilo. Não é que tivesse fama disso. Apenas achava que tinha pinta. Achava que as raparigas engraçavam com ele. O que eu escrevi? Escrevi ENGATATÃO. O título já indiciava isso.
Depois, ainda faltavam alguns colegas escrever no papel dele, e logo que liam o que lá estava, desatavam-se a rir. O G virou-se para mim e...
- O que é que foste escrever? Ah sacana...
E eu tentava fazer cara séria, mas naquela altura já era quase impossível.
No final do exercício, tínhamos todos de ler os atributos que nos tinham escrito. O G hesitou, mas depois avançou:
- Simpático, Extrovertido, Trabalhador... - e quando chegou ao fim - Eu nem devia dizer esta parte, mas pronto. Engatatão!
Gargalhada geral.
Aquilo que eu não esperava é que aquilo escalasse completamente. O patrão passou a contar aquela situação sempre que aparecia alguém que não conhecia a história. O patrão era professor na faculdade e os professores têm muitos alunos. E muitos dos alunos conheciam-no e alguns conheciam a namorada. E pronto, já toda a gente sabia do episódio.
E eu pedi-lhe desculpas, que obviamente, de nada valeram. Era algo que eu já não controlava. Mas acho que ele compreendeu que a minha intenção não era essa.
G, se vires este post, desculpa uma vez mais. E desculpa não falarmos há bastante tempo. O próximo a ligar era eu. E devo-te um jantar, que eu não me esqueci ;-)
20/02/2013
Grandioso Passatempo S. Valentim - Comunicado
Abaixo deixo-vos um comunicado do ColegaY.
O espaço que se segue é, nos termos da lei do bom senso, da responsabilidade exclusiva do interveniente.
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Têm surgido algumas questões recorrentes quer nos comentários no blogue, quer nas candidaturas que o Sr. "à Forca" ("Romântico" para os amigos) me tem reencaminhado, nomeadamente:
Casa — na segunda metade da minha licenciatura saí de casa dos meus pais e passei a viver numa espécie de regime de um terço de pensão: passava a semana em minha casa e o fim-de-semana em casa dos pais, para tratar da roupa e outros afazeres. Desde então tenho morado sempre sozinho ou com amigos, tendo inclusivamente vivido já em Aveiro e fora do país. Quando deixei Aveiro há cerca de dois anos, fi-lo algo inesperadamente e mudei-me para casa dos meus pais numa situação que julgava eu, na altura, ser temporária, quer porque tinha outros planos que acabaram por ser adiados e/ou não se concretizar. Dito isto, confesso mesmo assim que me habituei rapidamente a ter comidinha pronta quando chego a casa e que me deixei levar pela inércia antes de começar a procurar casa. E por falar em comida...
Cozinhados — sei fazer os básicos: bifes, alguns grelhados, massas, arrozes, ovos mexidos / omoletes, estrelados e cozidos, torradas, cereais, ... Sou um pouco preguiçoso neste departamento, mas também não puxa fazer refeições muito elaboradas só para um. Nas raras ocasiões em que me atrevi a cozinhar algo mais audaz acho que não me saí muito mal. E tenho a certeza que aqueles meus amigos já estavam com aquela gastroentrite quando foram lá a casa.
Também há quem se tenha queixado da falta de defeitos. Aqui vão mais alguns:
- Não fico nada bem de biquíni. Não falo por experiência própria, mas estou bastante convicto disso.
- Não fico nada bem no fato de banho do Borat. Falo por experiência própria. Acho que é da cor.
- Não digo bem os "éles" (Ls) ou, como eu costumo dizer, os "éues". Acho que em geral não se percebe muito, mas depois de repararem têm com que me gozar para o resto da vida.
- Preciso de dormir muito e às vezes pareço o Robert Smith dos The Cure quando me levanto, mas com menos maquilhagem. Cheguei a chatear-me de manhã com o meu espelho por não aceitar dar-me um autógrafo.
Há mais defeitos, com certeza, mas faz parte da piada ir descobrindo-os à medida que uma pessoa se vai conhecendo. Além de que, embora seja dos primeiros a rir-me de mim próprio, não é fácil lembrar assim logo de tudo quanto é defeito. Pelo menos para mim. Se calhar pode-se considerar isso um defeito.
-----//-----
Para o passatempo não se alongar ad eternum, vou fixar a data limite de participação para dia 28 de Fevereiro. Espero que, com estes esclarecimentos do ColegaY, tenham ganho aquela réstia de coragem que faltava para participar.
O espaço que se segue é, nos termos da lei do bom senso, da responsabilidade exclusiva do interveniente.
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Têm surgido algumas questões recorrentes quer nos comentários no blogue, quer nas candidaturas que o Sr. "à Forca" ("Romântico" para os amigos) me tem reencaminhado, nomeadamente:
Casa — na segunda metade da minha licenciatura saí de casa dos meus pais e passei a viver numa espécie de regime de um terço de pensão: passava a semana em minha casa e o fim-de-semana em casa dos pais, para tratar da roupa e outros afazeres. Desde então tenho morado sempre sozinho ou com amigos, tendo inclusivamente vivido já em Aveiro e fora do país. Quando deixei Aveiro há cerca de dois anos, fi-lo algo inesperadamente e mudei-me para casa dos meus pais numa situação que julgava eu, na altura, ser temporária, quer porque tinha outros planos que acabaram por ser adiados e/ou não se concretizar. Dito isto, confesso mesmo assim que me habituei rapidamente a ter comidinha pronta quando chego a casa e que me deixei levar pela inércia antes de começar a procurar casa. E por falar em comida...
Cozinhados — sei fazer os básicos: bifes, alguns grelhados, massas, arrozes, ovos mexidos / omoletes, estrelados e cozidos, torradas, cereais, ... Sou um pouco preguiçoso neste departamento, mas também não puxa fazer refeições muito elaboradas só para um. Nas raras ocasiões em que me atrevi a cozinhar algo mais audaz acho que não me saí muito mal. E tenho a certeza que aqueles meus amigos já estavam com aquela gastroentrite quando foram lá a casa.
Também há quem se tenha queixado da falta de defeitos. Aqui vão mais alguns:
- Não fico nada bem de biquíni. Não falo por experiência própria, mas estou bastante convicto disso.
- Não fico nada bem no fato de banho do Borat. Falo por experiência própria. Acho que é da cor.
Este é o Borat, não sou eu. Eu não fico bem neste verde.
- Não digo bem os "éles" (Ls) ou, como eu costumo dizer, os "éues". Acho que em geral não se percebe muito, mas depois de repararem têm com que me gozar para o resto da vida.
- Preciso de dormir muito e às vezes pareço o Robert Smith dos The Cure quando me levanto, mas com menos maquilhagem. Cheguei a chatear-me de manhã com o meu espelho por não aceitar dar-me um autógrafo.
Há mais defeitos, com certeza, mas faz parte da piada ir descobrindo-os à medida que uma pessoa se vai conhecendo. Além de que, embora seja dos primeiros a rir-me de mim próprio, não é fácil lembrar assim logo de tudo quanto é defeito. Pelo menos para mim. Se calhar pode-se considerar isso um defeito.
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Para o passatempo não se alongar ad eternum, vou fixar a data limite de participação para dia 28 de Fevereiro. Espero que, com estes esclarecimentos do ColegaY, tenham ganho aquela réstia de coragem que faltava para participar.
Almoço
Hoje foi a vez do ColegaY escolher o sítio para o almoço. Fartámo-nos de andar porque fica perto dos Aliados mas do lado contrário ao nosso.
Escolhemos uma sopa, uma sande e uma bebida. A sopa estava boa, a sande soube a pouco e o preço soube a muito.
Pedi uma 7Up e trouxeram-me uma Sprite. Nunca mais lá vou.
Falo que deu que falar
Era uma despedida de solteira. Nos preparativos, as ideias iam-lhes surgindo.
- Vamos a uma casa daquelas e compramos uns adereços daqueles que vibram ou então uns brinquedos que fazem cócegas.
Mais tarde, enquanto circulavam por uma sex shop, quase que chegam a acordo em relação a um instrumento. E digo quase porque uma delas, a amiga M, referindo-se ao brinquedo escolhido medindo os seus 20cm, diz:
- Oh, tão pequenino?
Olharam todas para ela, algumas com inveja, outras com medo, mas todas intrigadas e questionaram-na:
- Pequenino? Não sei a que estás habituada...
Como a história era digna de ser contada, todos os respetivos vieram a saber. E sempre que surgia algum tema alusivo à instrumentação masculina lá vinha uma piada sobre o ponteiro do respetivo da amiga M. Eu por mim falo. Nunca quis partilhar um balneário com ele. Qualquer futebolada que surgisse, a minha desculpa no final do jogo era:
- Ah e tal... O jogo foi fixe. Mas tenho de ir já porque não trouxe o champô e assim tomo banho em casa. Até amanhã!
- Vamos a uma casa daquelas e compramos uns adereços daqueles que vibram ou então uns brinquedos que fazem cócegas.
Mais tarde, enquanto circulavam por uma sex shop, quase que chegam a acordo em relação a um instrumento. E digo quase porque uma delas, a amiga M, referindo-se ao brinquedo escolhido medindo os seus 20cm, diz:
- Oh, tão pequenino?
Olharam todas para ela, algumas com inveja, outras com medo, mas todas intrigadas e questionaram-na:
- Pequenino? Não sei a que estás habituada...
Como a história era digna de ser contada, todos os respetivos vieram a saber. E sempre que surgia algum tema alusivo à instrumentação masculina lá vinha uma piada sobre o ponteiro do respetivo da amiga M. Eu por mim falo. Nunca quis partilhar um balneário com ele. Qualquer futebolada que surgisse, a minha desculpa no final do jogo era:
- Ah e tal... O jogo foi fixe. Mas tenho de ir já porque não trouxe o champô e assim tomo banho em casa. Até amanhã!
19/02/2013
Imortalidade
Há quem diga que só morremos quando se esquecem de nós. Há quem diga que o importante não é o que nós somos ou como parecemos durante a nossa vida, mas sim como seremos lembrados daqui a 10, 20, 50 ou 100 anos.
E lembro-me sempre disso. Lembro-me disso todas as vezes que vou à casa de banho, na altura de lavar as mãos.
O que eu daria para saber o nome da pessoa que se lembrou de fazer estas torneiras...
O que eu daria para saber o nome da pessoa que se lembrou de as colocar neste lavatório...
Nunca mais me iria esquecer do nome dessas pessoas. E facilitar-me-ia imenso na hora de os insultar. A sério, imaginem lavar as vossas mãos nestes lavatórios com estas torneiras.
Ó vós que fizestes estas torneiras e que as colocastes nestes lavatórios, se era assim que queríeis ser lembrados durante muitos e muitos anos, parabéns! Conseguistes!
E lembro-me sempre disso. Lembro-me disso todas as vezes que vou à casa de banho, na altura de lavar as mãos.
O que eu daria para saber o nome da pessoa que se lembrou de as colocar neste lavatório...
Nunca mais me iria esquecer do nome dessas pessoas. E facilitar-me-ia imenso na hora de os insultar. A sério, imaginem lavar as vossas mãos nestes lavatórios com estas torneiras.
Ó vós que fizestes estas torneiras e que as colocastes nestes lavatórios, se era assim que queríeis ser lembrados durante muitos e muitos anos, parabéns! Conseguistes!
O fim do anonimato
Há bastante tempo quando o blogue dela ainda era anónimo, era normal eu ser fortemente cascado. Eu fazia asneiras em casa e pimba, levava logo com um post. Ela fazia asneira e era silêncio absoluto ou, no máximo, posts vagos a dizer que errar é humano. Ela dizia que era terapêutico para ela. Eu diria que era quase Pavloviano para mim. Basta eu portar-me mal e já estava salivar por um post.
Mas como o post é sobre anonimato, vamos lá ao que me trouxe aqui. Quando ela começou o blogue, era frequente eu perguntar-lhe a razão do anonimato e ela respondia-me sempre que assim estava mais à vontade para falar sobre o que bem entendesse. Eu dizia-lhe sempre que era uma questão de tempo até que alguém passasse a associá-lo a ela. Dizia-lhe que bastava um descuido ou menos do que isso.
Um dia ela submeteu-o a um programa de rádio. Penso que se chamava "O meu blogue dava um programa de rádio" e era da Rádio Comercial. Ela ficou contente por terem aceitado o blogue dela para o programa. A ideia era lerem posts e passarem uma música a seguir que se enquadrasse com o post. No dia em que o programa foi para o ar, ela não sabia qual o conteúdo do mesmo. Estávamos curiosos e ouvimos o programa do início ao fim.
No fim de semana seguinte fomos a casa dos meus pais. Estava reunida a família toda e uma das minhas irmãs pergunta:
- Ó Raquel, tens algum blogue?
A Raquel ficou em sobressalto. Águas calmas na sua superfície facial, mas águas revoltas fervilham-lhe o cérebro. O que teria ela escrito sobre as cunhadas e cunhados? E sobre a sogra ou sobre o sogro? Quando ia para responder, a minha irmã interpela-a:
- É que sabes, no fim de semana passado estávamos a ouvir rádio e era sobre um blogue. E a dada altura fala-se sobre o namorado e era uma situação que parece mesmo alguém a falar do Eduardo. É por isso.
Depois explicou qual era a situação e foi a gargalhada geral. Foi um alívio para ela. Foi uma vergonha para mim.
Estava desfeito o anonimato. Hoje o blogue já não é anónimo. Eu bem tinha razão. Muahaha!
E agora, para me servir de terapia, deixo-vos o link do post que deu azo a toda esta situação.
Mas como o post é sobre anonimato, vamos lá ao que me trouxe aqui. Quando ela começou o blogue, era frequente eu perguntar-lhe a razão do anonimato e ela respondia-me sempre que assim estava mais à vontade para falar sobre o que bem entendesse. Eu dizia-lhe sempre que era uma questão de tempo até que alguém passasse a associá-lo a ela. Dizia-lhe que bastava um descuido ou menos do que isso.
Um dia ela submeteu-o a um programa de rádio. Penso que se chamava "O meu blogue dava um programa de rádio" e era da Rádio Comercial. Ela ficou contente por terem aceitado o blogue dela para o programa. A ideia era lerem posts e passarem uma música a seguir que se enquadrasse com o post. No dia em que o programa foi para o ar, ela não sabia qual o conteúdo do mesmo. Estávamos curiosos e ouvimos o programa do início ao fim.
No fim de semana seguinte fomos a casa dos meus pais. Estava reunida a família toda e uma das minhas irmãs pergunta:
- Ó Raquel, tens algum blogue?
A Raquel ficou em sobressalto. Águas calmas na sua superfície facial, mas águas revoltas fervilham-lhe o cérebro. O que teria ela escrito sobre as cunhadas e cunhados? E sobre a sogra ou sobre o sogro? Quando ia para responder, a minha irmã interpela-a:
- É que sabes, no fim de semana passado estávamos a ouvir rádio e era sobre um blogue. E a dada altura fala-se sobre o namorado e era uma situação que parece mesmo alguém a falar do Eduardo. É por isso.
Depois explicou qual era a situação e foi a gargalhada geral. Foi um alívio para ela. Foi uma vergonha para mim.
Estava desfeito o anonimato. Hoje o blogue já não é anónimo. Eu bem tinha razão. Muahaha!
E agora, para me servir de terapia, deixo-vos o link do post que deu azo a toda esta situação.
18/02/2013
Almoço
Eu até podia pôr fotos do fim de semana que foi bem fixe, mas ela roubou-mas todas.
Eu até podia falar das idas ao ginásio, mas ela tem-se cortado e eu prefiro não ir sozinho.
Eu até podia falar do filme que íamos ver no fim de semana que ela disse para comprar online e depois não quis vê-lo.
Por isso, a falta de assunto que vai por aqui é culpa dela. ( brincadeira )
E quando tenho falta de assunto, deixo-vos a foto do almoço. O de hoje foi assim.
17/02/2013
Copas
Ontem à noite jogámos às copas. Como tínhamos visitas, deixei-os ganhar. Não, na verdade, tentei ganhar, mas fiquei em segundo, que até nem foi mau.
A Raquel chegou aos 100 pontos destacadíssima, altura em que o jogo acabou. Mas verdade seja dita, com um olho nas cartas e outro na novela, muito mais não era de esperar da parte dela.
Contudo, aquilo que me deixou um pouco preocupado foi quando alguns achavam que já tinham saído copas e lhe pedimos para ela confirmar nas cartas no monte dela. Ela fez um olhar de ter encontrado uma copa, disse que sim, que já tinha saído e todos continuaram a jogar como se isso fosse verdade. Não era. Fintou-nos a todos.
Agora se ela me consegue mentir com aquela facilidade, o melhor é eu avisar sempre e nunca chegar de surpresa a casa.
A Raquel chegou aos 100 pontos destacadíssima, altura em que o jogo acabou. Mas verdade seja dita, com um olho nas cartas e outro na novela, muito mais não era de esperar da parte dela.
Contudo, aquilo que me deixou um pouco preocupado foi quando alguns achavam que já tinham saído copas e lhe pedimos para ela confirmar nas cartas no monte dela. Ela fez um olhar de ter encontrado uma copa, disse que sim, que já tinha saído e todos continuaram a jogar como se isso fosse verdade. Não era. Fintou-nos a todos.
Agora se ela me consegue mentir com aquela facilidade, o melhor é eu avisar sempre e nunca chegar de surpresa a casa.
16/02/2013
É mais ou menos normal ter colegas a pedir-me recomendações pelo Linkedin. Mas ainda é mais normal eu não as fazer.
Ora, cerca de um ano depois de ter saído da empresa anterior, uma colega pediu-me recomendação. E eu não fiz. Passados uns dias, mete conversa comigo pelo chat.
- Olá Eduardo. Lembras-te de mim? Trabalhámos no projeto X e Y. Acho que correu bem. Gostava que me fizesses uma recomendação.
- Olá. Claro que lembro. Depois faço.
Passados uns dias
- Olá Eduardo. Está tudo bem? Gostava mesmo que fizesses uma recomendação. A tua opinião é importante para mim. Bla bla bla bla.
- Olá. Sabes, eu não costumo fazer recomendações.
- Mas faz, por favor. Bla bla bla bla.
- Ok, eu depois faço.
Passados mais uns dias
- Olá Eduardo. Está tudo bem? Disseste que fazias a recomendação, mas ainda não fizeste.
- Está bem. Vou fazer.
Achei que se não fizesse, ela iria estar constantemente a melgar-me.
Então, a solução foi ir a um site de recomendações aleatórias, gerei uma e gerei outra. Peguei numas partes de uma e juntei à outra e lá fiz.
Ficou assim: As I remember, [nome dela] was a very productive person. Hard working, goal oriented and responsible co-worker always ready to put all her energy and stamina to get the job done. [...]
Passados uns minutos
- Já fizeste? Foste rápido! Que bom! A sério, não pensei que achasses aquilo de mim. Fico mesmo contente com as palavras que usaste.
Para ser justo, aquilo que devia ter sido dito era assim:
Tanto quanto me lembro, a [nome dela] é uma chata do caraças. Não descansou enquanto não teve uma recomendação minha.
Mas na verdade, o que disse resultou. Porque depois disso, nunca mais me disse nada.
É tão bom ter visitas
Numa situação normal em que apenas estamos os dois em casa:
- Raquel, podes trazer-me chá e umas bolachas?
- Estás cá com uma sorte. Se queres, vais buscar.
Numa situação em que temos visitas:
- Raquel, podes trazer chá para o meu irmão? E já agora faz para mim. E já agora traz bolachas.
Não responde. Passados 5 minutos, chega ela com um tabuleiro com duas canecas de chá e dois pacotes de bolachas.
- Raquel, podes trazer-me chá e umas bolachas?
- Estás cá com uma sorte. Se queres, vais buscar.
Numa situação em que temos visitas:
- Raquel, podes trazer chá para o meu irmão? E já agora faz para mim. E já agora traz bolachas.
Não responde. Passados 5 minutos, chega ela com um tabuleiro com duas canecas de chá e dois pacotes de bolachas.
15/02/2013
Posts para totós - Edição de imagens
Pois é. Cá estamos para mais um post na rubrica de "Posts para totós".
Hoje venho falar-vos de uma ferramenta para edição de imagens.
E quando se fala em edição de imagens, o mais comum é as pessoas dizerem:
- Ah e tal, não percebo nada de Photoshop.
- Ah e tal, nunca usei o Paint Shop Pro.
- Ah e tal, nem sei o que é isso do GIMP.
- Ah e tal, tenho o Paint, mas aquilo dá-me comichão.
Então senhoras e senhores tenho para vos apresentar o pixlr.
O pixlr é uma ferramenta gráfica online que permite editar imagens usando apenas o browser.
Quando entramos no site, surgem 3 opções. As opções Playful e Efficient são mais utilizadas para alterar fotografias, de um modo fácil. Eu costumo utilizar a opção Advanced, mas verdade seja dita, não costumo editar fotografias.
Clicando na opção Advanced, surgem estas opções, que são auto-descritivas.
Vamos assumir que abrimos uma imagem do computador. Uma imagem nunca vista aqui, diga-se.
Depois, temos toda uma panóplia de opções como em qualquer editor gráfico. Permite-nos trabalhar com transparências, com layers, transformar, pintar, pôr texto e tudo aquilo que alguém não profissional precisa.
Já conheciam? Não? Então toca a experimentar. Dúvidas, questões e insultos são bem-vindos.
Hoje venho falar-vos de uma ferramenta para edição de imagens.
E quando se fala em edição de imagens, o mais comum é as pessoas dizerem:
- Ah e tal, não percebo nada de Photoshop.
- Ah e tal, nunca usei o Paint Shop Pro.
- Ah e tal, nem sei o que é isso do GIMP.
- Ah e tal, tenho o Paint, mas aquilo dá-me comichão.
Então senhoras e senhores tenho para vos apresentar o pixlr.
O pixlr é uma ferramenta gráfica online que permite editar imagens usando apenas o browser.
Quando entramos no site, surgem 3 opções. As opções Playful e Efficient são mais utilizadas para alterar fotografias, de um modo fácil. Eu costumo utilizar a opção Advanced, mas verdade seja dita, não costumo editar fotografias.
Clicando na opção Advanced, surgem estas opções, que são auto-descritivas.
Vamos assumir que abrimos uma imagem do computador. Uma imagem nunca vista aqui, diga-se.
Depois, temos toda uma panóplia de opções como em qualquer editor gráfico. Permite-nos trabalhar com transparências, com layers, transformar, pintar, pôr texto e tudo aquilo que alguém não profissional precisa.
Já conheciam? Não? Então toca a experimentar. Dúvidas, questões e insultos são bem-vindos.
14/02/2013
Uma Arlinda Mulher
Te encontrei
Toda remelenta e estronchada num bar,
Entregue às bebida
Te cortei os cabelos do suvaco e as unhas do pé
Te chamei de querida
Te ensinei
Todos os auto-reverse da vida
E o movimento translação que faz a Terra girar
Te falei
Que era importante competir
Mas te mato de pancada se você não ganhar!
Você foi
Agora a coisa mais importante
Que já me aconteceu neste momento
Em toda a minha vida
Um paradoxo do pretérito imperfeito
Complexo com a Teoria da Relatividade
Num momento crucial
Um sábio soube saber que o sabiá sabia assobiar
E quem amafagafar os mafagafinhos
Bom amafagafigador será
Te falei
Que o pediatra é o doutor responsável pela saúde dos pé
O 'zoísta' cuida dos zóios e o oculista
Deus me livre, nunca vão mexer no meu!
Pois pra mim
Você é uma besta mitológica
Com cabelo pixaim parecida com a Medusa
Eu disse isso
Pra rimar com a soma dos quadrados dos catetos
Que é igual à porra da hipotenusa
Você foi
Agora a coisa mais importante
Que já me aconteceu neste momento
Até hoje em toda a minha vida
Um paradoxo do pretérito imperfeito
Complexo com a Teoria da Relatividade
Num momento crucial
Um sábio soube saber que o sabiá sabia assobiar
E quem amafagafar os mafagafinhos,
Bom amafagafigador será
Eu fundei
A Associação Internacional
De Proteção às Borboletas do Afeganistão
Te provei por B mais C
Que as meninas dos teus zóio
Não tem menstruação
Dar um prato de trigo pra dois tigres
E ver os bichos brigando é legal que só (miauuu...)
Pois nos 'tira e põe, deixa ficar' da vida
Serei sempre seu escravo-de-Jó
Vamos para o fim!
Logo agora que você estava quase
Entendendo o que eu estou falando (falando)
A canção está acabando e o Creuzebeck
Está abaixando ali o volume (volume)
E você não entende nada mesmo porque quando
Você estiver em sua casa nesse
Momento a música vai tá baixinha (baixinha)
E você não vai entender nada mesmo
Porque não sei por que eu tô falando
Esse monte de besteira aqui já que estou...
Porra! Vamo parar com esse papo chato,
(vamo lá)
Eu já não estou agüentando mais,
Está doendo minha garganta
Eu tenho que fazer ali um gargarejo com vinagre,
Soltei um peido aqui dentro (caralho!)
Está fedido o ambiente, meus dedos estão dormentes
Pelo amor de Deus, parem com esta porra!
13/02/2013
A gaveta dos medicamentos
Certo dia em que ela estava doente, pediu-me para ir buscar um medicamento que estava a tomar. Bom samaritano que sou, prontifiquei-me logo. Fui à gaveta onde costumam estar todos os medicamentos e pus-me a procurar. E procurei, e procurei... e nada! Nada de o encontrar. Aquilo estava tudo ao monte, com os ditos medicamentos fora das caixas, as bulas espalhadas, as caixas espalmadas, enfim. Não havia forma de alguém conseguir encontrar o que quer que fosse. Desisti. Ela levantou-se, dirigiu-se à gaveta, e como que por magia, o medicamento apareceu. A sério, pareceu magia.
- Onde estava? - perguntei eu.
- Onde estava? Só podes estar a brincar. Estava mesmo aqui à frente.
Bolas... Que derrota. Eu tinha procurado. A sério que tinha. Fiquei frustrado, mas as coisas não iam ficar assim. Tinha de haver forma de não voltar a acontecer. E tive uma ideia espetacular. Senão, reparem. Decidi organizar a gaveta por ordem alfabética, ou seja, medicamentos de A a Z, de Aspirina a Zovirax, passando por Ben-u-ron, Centrum, Diarresec, Estomanol, Flatol, Gino-Canesten, you name it. Obviamente que as caixas ficavam com o nome virado para cima, para ser mais fácil encontrar. Da próxima vez ia ser canja. E ela, claro, ia ficar orgulhosa das minhas arrumações. Arrumações que nem foram a pedido. Tinham sido iniciativa minha. Uma raridade.
E não demorou muito a ser necessário. Na vez seguinte em que ela precisou de um medicamento, pus o meu algoritmo de pesquisa rápida a funcionar e trumba-las, "aqui está ele". 1 resultado encontrado em 0,05 segundos. O Google, se visse, ia ficar de boca aberta e com inveja de tamanha rapidez.
Esta organização perdurou até ao dia em que ela se dirigiu à gaveta dos medicamentos. Eu, todo orgulhoso do trabalho feito, perguntei-lhe:
- Então? Que tal achas que está a gaveta?
- Que confusão. Isto assim não dá jeito nenhum. Nada está à mão. Não me consigo organizar com isto assim.
Como? Então mas... "isto assim" está organizado!
Qual quê? As coisas como estavam, para ela, eram impossíveis de resultar. Ela queria os medicamentos que mais usava mais à mão. Os que não se usavam, ficavam lá no fundo da gaveta. Mais uma derrota. Que desilusão que aquilo foi para mim.
Escusado será dizer que a gaveta voltou ao estado inicial em pouco tempo, ou seja, aquilo está novamente tudo ao monte, novamente com os ditos medicamentos fora das caixas, as bulas espalhadas, as caixas espalmadas, enfim.
E agora, sempre que ela está doente e me pede um medicamento, pego na gaveta e levo-lha.
É mais rápido e ninguém se chateia.
- Onde estava? - perguntei eu.
- Onde estava? Só podes estar a brincar. Estava mesmo aqui à frente.
Bolas... Que derrota. Eu tinha procurado. A sério que tinha. Fiquei frustrado, mas as coisas não iam ficar assim. Tinha de haver forma de não voltar a acontecer. E tive uma ideia espetacular. Senão, reparem. Decidi organizar a gaveta por ordem alfabética, ou seja, medicamentos de A a Z, de Aspirina a Zovirax, passando por Ben-u-ron, Centrum, Diarresec, Estomanol, Flatol, Gino-Canesten, you name it. Obviamente que as caixas ficavam com o nome virado para cima, para ser mais fácil encontrar. Da próxima vez ia ser canja. E ela, claro, ia ficar orgulhosa das minhas arrumações. Arrumações que nem foram a pedido. Tinham sido iniciativa minha. Uma raridade.
E não demorou muito a ser necessário. Na vez seguinte em que ela precisou de um medicamento, pus o meu algoritmo de pesquisa rápida a funcionar e trumba-las, "aqui está ele". 1 resultado encontrado em 0,05 segundos. O Google, se visse, ia ficar de boca aberta e com inveja de tamanha rapidez.
Esta organização perdurou até ao dia em que ela se dirigiu à gaveta dos medicamentos. Eu, todo orgulhoso do trabalho feito, perguntei-lhe:
- Então? Que tal achas que está a gaveta?
- Que confusão. Isto assim não dá jeito nenhum. Nada está à mão. Não me consigo organizar com isto assim.
Como? Então mas... "isto assim" está organizado!
Qual quê? As coisas como estavam, para ela, eram impossíveis de resultar. Ela queria os medicamentos que mais usava mais à mão. Os que não se usavam, ficavam lá no fundo da gaveta. Mais uma derrota. Que desilusão que aquilo foi para mim.
Escusado será dizer que a gaveta voltou ao estado inicial em pouco tempo, ou seja, aquilo está novamente tudo ao monte, novamente com os ditos medicamentos fora das caixas, as bulas espalhadas, as caixas espalmadas, enfim.
E agora, sempre que ela está doente e me pede um medicamento, pego na gaveta e levo-lha.
É mais rápido e ninguém se chateia.
12/02/2013
Grandioso Passatempo S. Valentim
Blogue que é blogue tem de ter passatempos. E passatempo que é passatempo tem prémio. E qual é o prémio deste passatempo?
Uma blind-date com o ColegaY.
A sério?
É verdade. Não estamos aqui para enganar ninguém.
Passemos então à descriçãodo produto do prémio.
Ano de nascimento: 1978
Localidade: Porto
Habilitações: Licenciatura (daquelas de 5 anos)
Profissão: Programador de software.
Estado civil: Solteiro
Hobbies:
1. Cinema: Vai todas as semanas e às vezes mais do que uma vez e quase sempre de borla.
2. Viajar: É viajado que dói. Em vez de ir para a praia nas férias de verão, prefere ir conhecer outros pontos do mundo.
3. Aprender novas línguas: Fala fluentemente inglês e espanhol. Dá toques de alemão, holandês e francês. Sabe umas frases de sueco e desenrasca-se nos alfabetos japoneses.
4. Música: O autorádio costuma alternar entre Antena 3 e Vodafone FM. Os últimos festivais a que foi foram o Paredes de Coura, o Primavera Sound, Optimus Alive e Vodafone Mexefest.
É divertido e tem bom humor. Não é esquisito com comidas. Bebe uns copos socialmente. Não fuma. Não cospe no chão. Não tem bigode. Não tem unha crescida no dedo mindinho. Diz poucos palavrões. Não liga a futebol.
Agora vamos às características físicas.
Moreno, olhos castanhos, 1.78m, magro. Tem um nariz proporcional (é ele que o diz).
Agora os defeitos
Atrasa-se mais vezes do que as vezes que fica à espera dos outros. Vive em casa dos pais, embora ande à procura de casa para comprar. Não sabe cozinhar.
Passatempo que é passatempo tem regras. Vamos a elas.
Regra nº1 - As participações são feitas por mail para o email deste blogue.
Regra nº2 - Qualquer pessoa do sexo feminino pode participar.
Regra nº3 - Enviar razões pelas quais acham que merecem o prémio.
Regra nº4 - O passatempo decorre até que o ColegaY escolha a candidata vencedora. Nessa altura, é divulgada a vencedora e o passatempo termina.
Regra nº5 - A data da blind-date será combinada consoante disponibilidade de ColegaY e vencedora.
Regra nº6 - O local da blind-date será no Porto, a não ser que o ColegaY se disponibilize a fazer uns km extra.
Regra nº7 - Há a possibilidade (sem compromisso de antemão) de eu e a Raquel estarmos também presentes para a entrega do prémio.
Se este passatempo não se adequa a vocês, partilhem com aquelas vossas amigas descomprometidas que merecem uma blind-date cheia de boa disposição.
Atualização 1: O ColegaY aceitou o desafio. Não ia fazer o concurso sem o consentimento dele.
Atualização 2: O ColegaY não cozinha. Adicionado aos defeitos.
Uma blind-date com o ColegaY.
A sério?
É verdade. Não estamos aqui para enganar ninguém.
Passemos então à descrição
Ano de nascimento: 1978
Localidade: Porto
Habilitações: Licenciatura (daquelas de 5 anos)
Profissão: Programador de software.
Estado civil: Solteiro
Hobbies:
1. Cinema: Vai todas as semanas e às vezes mais do que uma vez e quase sempre de borla.
2. Viajar: É viajado que dói. Em vez de ir para a praia nas férias de verão, prefere ir conhecer outros pontos do mundo.
3. Aprender novas línguas: Fala fluentemente inglês e espanhol. Dá toques de alemão, holandês e francês. Sabe umas frases de sueco e desenrasca-se nos alfabetos japoneses.
4. Música: O autorádio costuma alternar entre Antena 3 e Vodafone FM. Os últimos festivais a que foi foram o Paredes de Coura, o Primavera Sound, Optimus Alive e Vodafone Mexefest.
É divertido e tem bom humor. Não é esquisito com comidas. Bebe uns copos socialmente. Não fuma. Não cospe no chão. Não tem bigode. Não tem unha crescida no dedo mindinho. Diz poucos palavrões. Não liga a futebol.
Agora vamos às características físicas.
Moreno, olhos castanhos, 1.78m, magro. Tem um nariz proporcional (é ele que o diz).
Agora os defeitos
Atrasa-se mais vezes do que as vezes que fica à espera dos outros. Vive em casa dos pais, embora ande à procura de casa para comprar. Não sabe cozinhar.
Passatempo que é passatempo tem regras. Vamos a elas.
Regra nº1 - As participações são feitas por mail para o email deste blogue.
Regra nº2 - Qualquer pessoa do sexo feminino pode participar.
Regra nº3 - Enviar razões pelas quais acham que merecem o prémio.
Regra nº4 - O passatempo decorre até que o ColegaY escolha a candidata vencedora. Nessa altura, é divulgada a vencedora e o passatempo termina.
Regra nº5 - A data da blind-date será combinada consoante disponibilidade de ColegaY e vencedora.
Regra nº6 - O local da blind-date será no Porto, a não ser que o ColegaY se disponibilize a fazer uns km extra.
Regra nº7 - Há a possibilidade (sem compromisso de antemão) de eu e a Raquel estarmos também presentes para a entrega do prémio.
Se este passatempo não se adequa a vocês, partilhem com aquelas vossas amigas descomprometidas que merecem uma blind-date cheia de boa disposição.
Atualização 1: O ColegaY aceitou o desafio. Não ia fazer o concurso sem o consentimento dele.
Atualização 2: O ColegaY não cozinha. Adicionado aos defeitos.
11/02/2013
Geeks
Trabalhando eu na área da informática, já conheci geeks de muitas espécies diferentes. Há alguns homo-sapiens, há alguns só sapiens e há os outros.
Mas também há:
- os atinadinhos - que não bebem, não fumam, não fazem nada que possa ser incorreto;
- os gabarolas - que não descansam enquanto não contarem a toda a gente que conseguiram recompilar o kernel;
- os tímidos - que começam a suar só por estar à frente de uma mulher;
- os mudos - como o Raj do The Big Bang Theory;
- os desastrados - como o inspetor Gadget;
- os atrasados - que ficam de tal modo focados nas coisas que gostam de fazer, que depois esquecem tudo o resto;
- os desleixados - que são bem capazes de aparecer com sapatos diferentes ou com o pijama ainda vestido;
- os com a mania da perseguição - não vou dizer nada aqui porque ainda vão pensar que estou a falar deles.
Ainda assim, os geeks têm muito em comum. Adoram resolver problemas, são fiéis, perfecionistas, sensíveis, inteligentes, apaixonados, pacientes e autênticos. E é por estas qualidades que, tu, seguidorasolteira e descomprometida e a considerar a possibilidade de novos relacionamentos, deverias dar uma hipótese a um geek. Mas é preciso conseguir encontrá-los e não vai ser num bar ou numa discoteca que eles vão estar.
Podem ver aqui a lista de 20 razões por que deves marcar encontro com um geek.
Com sorte, ainda acabam num vídeo como este.
Mas também há:
- os atinadinhos - que não bebem, não fumam, não fazem nada que possa ser incorreto;
- os gabarolas - que não descansam enquanto não contarem a toda a gente que conseguiram recompilar o kernel;
- os tímidos - que começam a suar só por estar à frente de uma mulher;
- os mudos - como o Raj do The Big Bang Theory;
- os desastrados - como o inspetor Gadget;
- os atrasados - que ficam de tal modo focados nas coisas que gostam de fazer, que depois esquecem tudo o resto;
- os desleixados - que são bem capazes de aparecer com sapatos diferentes ou com o pijama ainda vestido;
- os com a mania da perseguição - não vou dizer nada aqui porque ainda vão pensar que estou a falar deles.
Ainda assim, os geeks têm muito em comum. Adoram resolver problemas, são fiéis, perfecionistas, sensíveis, inteligentes, apaixonados, pacientes e autênticos. E é por estas qualidades que, tu, seguidora
Podem ver aqui a lista de 20 razões por que deves marcar encontro com um geek.
Com sorte, ainda acabam num vídeo como este.
Futebol e violência doméstica
Era um jogo de futebol entre amigos como tantos outros. Daqueles jogos em que a cada 4 minutos se troca de guarda-redes. Tudo parecia normal, até que é a minha vez de ir à baliza. Levo um golo, levo outro. Levo um frango, levo outro. E todos já fazia aquele có-có-ró-có com os braços a abanar feitos galinhas.
Aquilo afetou-me. Eu até costumava sair-me bem, mas por algum motivo, estava com os movimentos presos e era presa fácil de cada vez que surgia um ataque da equipa contrária. Mais um frango e já toda a gente se ria, inclusivamente os meus companheiros de equipa.
Aquilo não ia ficar assim - pensava eu já bem chateado com a situação.
Para a próxima, eles vão ver! Já vão ver como vai ser.
A nossa equipa sofre um contrataque. É feito um passe longo em desmarcação na minha direção. Eu tenho de lá chegar. Tenho de chegar primeiro.
Corro a toda a velocidade.
Esta é minha. É minha.
Puxo o pé bem atrás, e PUMBA!
- Aaaaiiiii! - grita ela.
Eu acordo. Doía-me a canela. Tinha acertado em cheio, mas na perna dela. Tudo não passava de um sonho, embora o resultado final tenha sido bem real. Agora, sim, estava tudo esclarecido. O que me estava a prender os movimentos era o monte de cobertores que tinha por cima de mim. Fiquei mais descansado e voltei a dormir.
E foi assim o meu primeiro e último episódio de violência doméstica. E o futebol tinha de estar presente como em qualquer boa casa portuguesa.
Aquilo afetou-me. Eu até costumava sair-me bem, mas por algum motivo, estava com os movimentos presos e era presa fácil de cada vez que surgia um ataque da equipa contrária. Mais um frango e já toda a gente se ria, inclusivamente os meus companheiros de equipa.
Aquilo não ia ficar assim - pensava eu já bem chateado com a situação.
Para a próxima, eles vão ver! Já vão ver como vai ser.
A nossa equipa sofre um contrataque. É feito um passe longo em desmarcação na minha direção. Eu tenho de lá chegar. Tenho de chegar primeiro.
Corro a toda a velocidade.
Esta é minha. É minha.
Puxo o pé bem atrás, e PUMBA!
- Aaaaiiiii! - grita ela.
Eu acordo. Doía-me a canela. Tinha acertado em cheio, mas na perna dela. Tudo não passava de um sonho, embora o resultado final tenha sido bem real. Agora, sim, estava tudo esclarecido. O que me estava a prender os movimentos era o monte de cobertores que tinha por cima de mim. Fiquei mais descansado e voltei a dormir.
E foi assim o meu primeiro e último episódio de violência doméstica. E o futebol tinha de estar presente como em qualquer boa casa portuguesa.
10/02/2013
09/02/2013
Conversas de casais
Ela:
- Nem vais acreditar no que me está a apetecer agora.
- Então?
- Vê se adivinhas.
- Dormir um soninho?
- Não. Ir ao ginásio, vê lá tu.
- Então se quiseres podemos ir, mas eu preferia ir noutro dia, porque já lá fomos ontem.
- Sim, mas apetecia-me era ir para o Jacuzzi. Água quentinha. Estar lá relaxada...
- Então vamos à piscina, e depois podes ir um bocado para o Jacuzzi.
- Pois, mas sabes... As toalhas ainda não secaram. Havíamos de comprar mais.
- Então podemos passar pelo Shopping e comprar.
- Ok. E também tenho de ir à loja X, Y e Z. Preciso de comprar isto, aquilo e aqueloutro.
- 'Bora lá.
Teria sido mais fácil assim:
- Nem vais acreditar no que me está a apetecer agora.
- Então?
- Vê se adivinhas.
- Dormir um soninho?
- Não. Ir ao Shopping.
- Ah... Que novidade. 'Bora lá.
- Nem vais acreditar no que me está a apetecer agora.
- Então?
- Vê se adivinhas.
- Dormir um soninho?
- Não. Ir ao ginásio, vê lá tu.
- Então se quiseres podemos ir, mas eu preferia ir noutro dia, porque já lá fomos ontem.
- Sim, mas apetecia-me era ir para o Jacuzzi. Água quentinha. Estar lá relaxada...
- Então vamos à piscina, e depois podes ir um bocado para o Jacuzzi.
- Pois, mas sabes... As toalhas ainda não secaram. Havíamos de comprar mais.
- Então podemos passar pelo Shopping e comprar.
- Ok. E também tenho de ir à loja X, Y e Z. Preciso de comprar isto, aquilo e aqueloutro.
- 'Bora lá.
Teria sido mais fácil assim:
- Nem vais acreditar no que me está a apetecer agora.
- Então?
- Vê se adivinhas.
- Dormir um soninho?
- Não. Ir ao Shopping.
- Ah... Que novidade. 'Bora lá.
Memória totó
Tenho um amigo que lhe basta ouvir a letra de uma canção uma vez para a saber cantar praticamente do início ao fim. Já eu, oiço 300 vezes, e mesmo que esteja com muita atenção não as consigo decorar. No entanto, se eu ler a letra da música, torna-se muito mais fácil. Deve ser a memória visual que é boa ou então é a memória auditiva que é má. Ou ambos.
E depois, como se não bastasse não as conseguir saber, quando penso que sei, ainda digo umas bacoradas. Não há muito tempo eu pensava que as letras da músicas eram assim.
Carlos Paião - Playback
Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Ei! Playback!
Ei! Playback!
Doce - Bem Bom
Uma da manhã, ei!
Vem com duas da manhã!
Radiohead - Creep
But I'm a creep
I'm a widow
What the hell am I doing here?
Xutos e Pontapés - Maria
De Bragança a Lisboa
São 9 horas de distância
Queria ter um avião
Para lá ir mais a miúda.
E depois, como se não bastasse não as conseguir saber, quando penso que sei, ainda digo umas bacoradas. Não há muito tempo eu pensava que as letras da músicas eram assim.
Carlos Paião - Playback
Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Ei! Playback!
Ei! Playback!
Doce - Bem Bom
Uma da manhã, ei!
Vem com duas da manhã!
Radiohead - Creep
But I'm a creep
I'm a widow
What the hell am I doing here?
Xutos e Pontapés - Maria
De Bragança a Lisboa
São 9 horas de distância
Queria ter um avião
Para lá ir mais a miúda.
Já se riram um bocadinho com os disparates alheios? Então, agora deixem os vossos para eu também me rir um bocado e vos chamar de totós.
08/02/2013
No McDonald's só para coisar
Quem viu a minha apresentação de alemão poderá ter percebido que há muitos, muitos anos atrás fiz uma viagem de interrail. Como, na altura, tínhamos os tostões todos bem contadinhos, almoçávamos em sítios baratos ou comprávamos em supermercados e comíamos umas sandochas feitas à pressão.
Apesar do McDonald's ser um bom barómetro do nosso poder de compra em cada país, nunca lá comíamos. Quer dizer, eu nunca comia. Tinha prometido a mim mesmo um ou dois anos antes que só voltaria ao McDonald's em último caso. A verdade é que sempre que ia, a comida sabia-me muito bem. Mas depois andava a tarde toda com os hambúrgueres entre o estômago e a boca. Esse era o meu principal motivo.
Mas dizia eu que, para poupar, tudo era levado em conta, até mesmo... as idas ao WC. As idas ao WC? Pois é! Acontece que praticamente todos os sítios com WC público eram a pagar. Fazendo o câmbio e ajustando a inflação, daria cerca de 25 a 50 cêntimos atuais. E, ora bem, gastar esse dinheiro para umas idas ao trono, digamos assim, não nos parecia justo, de todo.
Nós andávamos muito a pé, dormíamos mal, muitas vezes no comboio, com climas diferentes, horários diferentes e o nosso trânsito intestinal acabava por se ressentir. Por vezes, chegávamos a ficar 4 e 5 dias sem... lá ir, digamos assim.
Mas é aqui que entra novamente o McDonald's. Quando avistávamos um, já sabíamos o que lá íamos fazer, e não era comer. Não se pagava e não exigiam consumo. Como se isso não fosse suficiente, as casas de banho estavam sempre um brinco! Tudo sempre muito limpinho. Dava a sensação que mal alguém saía, já lá estava alguém a limpar. Era o nosso sítio ideal.
Vejo agora que um estudo norueguês conclui que é mais asseado comer no WC do que à mesa no McDonald's. Nós sabíamos que era bom, mas não sabíamos que era tão bom.
"No McDonald's, só para... coisar" era o nosso lema. E a palavra que nós usávamos começava em "c", acabava em "ar" e não era "coisar".
Apesar do McDonald's ser um bom barómetro do nosso poder de compra em cada país, nunca lá comíamos. Quer dizer, eu nunca comia. Tinha prometido a mim mesmo um ou dois anos antes que só voltaria ao McDonald's em último caso. A verdade é que sempre que ia, a comida sabia-me muito bem. Mas depois andava a tarde toda com os hambúrgueres entre o estômago e a boca. Esse era o meu principal motivo.
Mas dizia eu que, para poupar, tudo era levado em conta, até mesmo... as idas ao WC. As idas ao WC? Pois é! Acontece que praticamente todos os sítios com WC público eram a pagar. Fazendo o câmbio e ajustando a inflação, daria cerca de 25 a 50 cêntimos atuais. E, ora bem, gastar esse dinheiro para umas idas ao trono, digamos assim, não nos parecia justo, de todo.
Nós andávamos muito a pé, dormíamos mal, muitas vezes no comboio, com climas diferentes, horários diferentes e o nosso trânsito intestinal acabava por se ressentir. Por vezes, chegávamos a ficar 4 e 5 dias sem... lá ir, digamos assim.
Mas é aqui que entra novamente o McDonald's. Quando avistávamos um, já sabíamos o que lá íamos fazer, e não era comer. Não se pagava e não exigiam consumo. Como se isso não fosse suficiente, as casas de banho estavam sempre um brinco! Tudo sempre muito limpinho. Dava a sensação que mal alguém saía, já lá estava alguém a limpar. Era o nosso sítio ideal.
Vejo agora que um estudo norueguês conclui que é mais asseado comer no WC do que à mesa no McDonald's. Nós sabíamos que era bom, mas não sabíamos que era tão bom.
"No McDonald's, só para... coisar" era o nosso lema. E a palavra que nós usávamos começava em "c", acabava em "ar" e não era "coisar".
Carnaval
Hoje um dos meus colegas veio disfarçado de gaivota. Como não tinha bolsos para trazer as chaves, tentou entrar pela janela.
Foi fraquito, eu sei. Mas tinha de dar algum contexto ao vídeo.
Foi fraquito, eu sei. Mas tinha de dar algum contexto ao vídeo.
Posts para totós - Extensões
Começa hoje uma rubrica para dar a conhecer coisas simples da internet, informática, blogosfera, redes sociais, ou nada disso. Coisas que não são assim tão simples para a maioria das pessoas, mas que valem a pena ser partilhadas.
Hoje venho falar sobre as extensões dos browsers.
As extensões dos browsers permitem adicionar funcionalidade que não temos por omissão no nosso browser.
Assumindo que estão a usar o Google Chrome, podem aceder às extensões do vosso browser usando o endereço chrome://extensions/.
No meu caso, são estas as primeiras da lista de extensões que tenho instaladas.
Umas estão activas, outras inactivas. Podemos adicionar as extensões que bem entendermos.
Algumas extensões adicionam botões ao lado da barra de endereços. No meu caso, são estas.
A primeira chama-se Awesome Screenshot e permite de uma forma muito fácil tirar fotografias daquilo que estamos a ver na página em que estamos a navegar e gravar essas fotografias no nosso computador.
A segunda, a terceira e a quinta são, respetivamente, o Google Mail Checker, Google+ Notifications e Facebook Notifications. Deste modo, não preciso de estar constantemente com as páginas dos respetivos sites abertas. Depois tenho uma para bookmarks, e o último é o SpeakIt! que lê o texto que se selecionar.
Também tenho uma muito interessante que permite ouvir rádios portuguesas (e não só) online. Chama-se Radio e é assim apresentada.
Escusamos de ir aos sites de cada uma das rádios porque aqui estão todas à mão.
Para procurar extensões é só irmos à página do diretório de extensões. Para instalar uma extensão é só selecionar uma delas ou ir ao link que deixei das outras extensões e clicar em Add to Chrome.
Dúvidas, comentários são obrigatórios. Nem que seja para dizer que isto é tudo chinês.
Hoje venho falar sobre as extensões dos browsers.
As extensões dos browsers permitem adicionar funcionalidade que não temos por omissão no nosso browser.
Assumindo que estão a usar o Google Chrome, podem aceder às extensões do vosso browser usando o endereço chrome://extensions/.
No meu caso, são estas as primeiras da lista de extensões que tenho instaladas.
Umas estão activas, outras inactivas. Podemos adicionar as extensões que bem entendermos.
Algumas extensões adicionam botões ao lado da barra de endereços. No meu caso, são estas.
A primeira chama-se Awesome Screenshot e permite de uma forma muito fácil tirar fotografias daquilo que estamos a ver na página em que estamos a navegar e gravar essas fotografias no nosso computador.
A segunda, a terceira e a quinta são, respetivamente, o Google Mail Checker, Google+ Notifications e Facebook Notifications. Deste modo, não preciso de estar constantemente com as páginas dos respetivos sites abertas. Depois tenho uma para bookmarks, e o último é o SpeakIt! que lê o texto que se selecionar.
Também tenho uma muito interessante que permite ouvir rádios portuguesas (e não só) online. Chama-se Radio e é assim apresentada.
Escusamos de ir aos sites de cada uma das rádios porque aqui estão todas à mão.
Para procurar extensões é só irmos à página do diretório de extensões. Para instalar uma extensão é só selecionar uma delas ou ir ao link que deixei das outras extensões e clicar em Add to Chrome.
Dúvidas, comentários são obrigatórios. Nem que seja para dizer que isto é tudo chinês.
07/02/2013
Almoço no Rivoli
Hoje íamos à procura da nova confeitaria/padaria low-cost dos Aliados. Espertos e pragmáticos como nós somos, não vimos primeiro onde era. Andámos para baixo. Não encontrámos. Andámos para cima. Nada de low-cost. Ideia do ColegaX:
- Vamos ao Rivoli. Acho que servem refeições.
- Isso é uma ótima ideia - dissemos nós em uníssono, como se estivéssemos numa novela.
E fomos.
À entrada, tínhamos o menú a indicar o preço e o que estava incluído.
Depois quando nos perguntaram o que queríamos, perguntámos novamente o que estava incluído só para confirmar.
Então é assim: (detesto quando dizem isto)
- pão
- sopa
- um prato à escolha entre dois de carne e dois de peixe
- bebida à escolha entre água, refrigerante, vinho tinto, vinho branco ou sangria
- sobremesa
- café
Tudo isto por 7€. Com cartão que oferece refeição à 10ª vez.
Fiquem com as fotos que eu estou um pouco zonzo da sangria que bebi.
Se virem erros, avisem, que eu, quando estou assim, não sou tão picuinhas.
A sopa estava boa. O peixe estava bom. A bebida estava boa. A sobremesa estava boa.
O espaço é demasiado escuro para estarem três homens na mesma mesa.
A repetir, mas sem eles.
A repetir, mas só com ela. O link é para evitar confusões.
- Vamos ao Rivoli. Acho que servem refeições.
- Isso é uma ótima ideia - dissemos nós em uníssono, como se estivéssemos numa novela.
E fomos.
À entrada, tínhamos o menú a indicar o preço e o que estava incluído.
Depois quando nos perguntaram o que queríamos, perguntámos novamente o que estava incluído só para confirmar.
Então é assim: (detesto quando dizem isto)
- pão
- sopa
- um prato à escolha entre dois de carne e dois de peixe
- bebida à escolha entre água, refrigerante, vinho tinto, vinho branco ou sangria
- sobremesa
- café
Tudo isto por 7€. Com cartão que oferece refeição à 10ª vez.
Fiquem com as fotos que eu estou um pouco zonzo da sangria que bebi.
Se virem erros, avisem, que eu, quando estou assim, não sou tão picuinhas.
A sopa estava boa. O peixe estava bom. A bebida estava boa. A sobremesa estava boa.
O espaço é demasiado escuro para estarem três homens na mesma mesa.
A repetir, mas só com ela. O link é para evitar confusões.
Auf Wiedersehen
E pronto. Acabaram as aulas de alemão. Estas foram as minha notas nos testes.
Os testes não eram difíceis, convenhamos. E a professora era meiga a corrigir. Hoje ainda recebemos um certificado de presença todo catita.
Na aula de hoje, vimos um filme, que apesar de ser alemão, chamava-se "Knockin' on Heaven's Door". É uma história sobre dois homens que têm cancro terminal e se conhecem num quarto de hospital. Apesar de parecer uma história dramática, é um filme com muito humor e alguma ação.
Foi giro! Até deu para perceber muita coisa em alemão. Mas talvez porque as legendas eram em inglês.
06/02/2013
Em busca dos óculos perdidos
Hoje estava mais ou menos combinado irmos ao ginásio. Já desde ontem que ela andava um pouco mais irritada. Mesmo assim insisti e perguntei-lhe se sempre era para irmos. Ela disse que sim, e que sendo assim ia preparar os dois sacos. O meu e o dela, portanto. Faço a minha viagem de autocarro e chego a casa e já estava tudo preparado.
Tudo, quer dizer, faltavam os óculos da natação, disse-me ela. Sim, porque íamos à piscina desta vez. Quais óculos, qual quê? Não os encontrava. Comecei a procurar nos sítios óbvios. Depois nos menos óbvios. Depois nos remotos. Nada.
Depois lembrei-me que o mais certo era estarem numa mochila que usámos da última vez que os óculos foram precisos. Novamente, procurei nos sítios óbvios, nos menos óbvios e no remotos. Nada. Nada de mochila. Fui ver se a mochila estaria esquecida no carro. Não estava. Fui ver se estava no sótão. Não estava. Voltei a procurar em todos os sítios já procurados e finalmente encontro a mochila! Mas... Nada de óculos lá dentro.
Passados uns 20 minutos a procurar, ela que já estava irritada antes, dispara para mim:
- És sempre a mesma coisa! Tinha-te dito para fazeres o teu saco ontem e é sempre a mesma coisa.
- Mas...
- Bla bla bla bla bla!
- Mas...
- É sempre a mesma merda! Já nem me apetece ir!
Ei! Ela disse "merda". Aquilo era mesmo grave! Chamei-lhe a atenção para o "merda" e ela lá se acalmou.
Depois lembrei-me de procurar no sítio super-óbvio, ou seja, dentro do saco na bolsa do desodorizante, champô, pente, etc. E estava lá! Passados uns minutos ela lembrou-se procurar num outro sítio óbvio, e encontrou os outros óculos também.
Estávamos chateados e já era tarde. Já não íamos à piscina, e ela diz:
- Tanta coisa, e podíamos ir sem os óculos.
- Pois... Realmente, podíamos.
Ela ri-se. Eu evito olhar para ela para não me rir. E ela:
- Podes-te rir, se estás com vontade.
Eu lá me ri um bocado, mas por dentro, estava às gargalhadas.
Tudo, quer dizer, faltavam os óculos da natação, disse-me ela. Sim, porque íamos à piscina desta vez. Quais óculos, qual quê? Não os encontrava. Comecei a procurar nos sítios óbvios. Depois nos menos óbvios. Depois nos remotos. Nada.
Depois lembrei-me que o mais certo era estarem numa mochila que usámos da última vez que os óculos foram precisos. Novamente, procurei nos sítios óbvios, nos menos óbvios e no remotos. Nada. Nada de mochila. Fui ver se a mochila estaria esquecida no carro. Não estava. Fui ver se estava no sótão. Não estava. Voltei a procurar em todos os sítios já procurados e finalmente encontro a mochila! Mas... Nada de óculos lá dentro.
Passados uns 20 minutos a procurar, ela que já estava irritada antes, dispara para mim:
- És sempre a mesma coisa! Tinha-te dito para fazeres o teu saco ontem e é sempre a mesma coisa.
- Mas...
- Bla bla bla bla bla!
- Mas...
- É sempre a mesma merda! Já nem me apetece ir!
Ei! Ela disse "merda". Aquilo era mesmo grave! Chamei-lhe a atenção para o "merda" e ela lá se acalmou.
Depois lembrei-me de procurar no sítio super-óbvio, ou seja, dentro do saco na bolsa do desodorizante, champô, pente, etc. E estava lá! Passados uns minutos ela lembrou-se procurar num outro sítio óbvio, e encontrou os outros óculos também.
Estávamos chateados e já era tarde. Já não íamos à piscina, e ela diz:
- Tanta coisa, e podíamos ir sem os óculos.
- Pois... Realmente, podíamos.
Ela ri-se. Eu evito olhar para ela para não me rir. E ela:
- Podes-te rir, se estás com vontade.
Eu lá me ri um bocado, mas por dentro, estava às gargalhadas.
O frigorífico
Eu sou desse tempo. Do tempo em que quando algo se estraga, tenta-se arranjar. E é por isso que vou tentar arranjar o frigorífico. Qual frigorífico? Este aqui.
P.S: De vez em quando tem de haver um ou outro post a fazer jus ao nome do blogue.
STCP Tv
No final do mês passado, puseram uns monitores nos autocarros. O que estaria aí para vir?
Mas isso foi no dia 4. Porque no dia 1... Greve para todos! Yupiii!
05/02/2013
Falta de pau?
Nos dias em que tenho alemão - que, a propósito, está quase a acabar, mas que não é sobre isso que quero falar - combino com o ColegaY - que, a propósito, é meu vizinho, embora esta informação seja apenas parcialmente útil, e já vão ver porquê - às 8h45 na paragem em frente a casa dele, que é já ali ao lado.
É normal atrasarmo-nos 5 minutos. É normal atrasarmo-nos 10 minutos. Quando isso acontece, avisamos o outro se vier um autocarro a caminho, para se for o caso, darmos uma corridinha. Ora hoje vinham lá ao fundo 2 autocarros e ele estava atrasado 20 minutos. Dou toque. Nada. Dou toque. Ele dá toque também - agora já sei que ligou, mas eu só percebi que era um toque e... e este aparte já vai longo - e eu espero por ele. Quando chega, já não havia autocarro para ninguém e como já era bastante tarde decidimos ir de carro. Como foi ele a atrasar-se, fomos no dele.
Depois da aula, vamos para o trabalho. Não é nada fácil estacionar sem pagar por aquelas bandas. Encontramos um lugar bem apertado, mas bastante longe do escritório. Ofereço-me para o ajudar na manobra, e quando chegamos à conclusão que não cabe, eis que piso cocó. Era um cocó macio, que me fez escorregar. Ao escorregar, apoiei-me com o outro pé. Onde? Em mais cocó. Nesse momento, tenho cocó - macio, já vos disse - em ambos os sapatos. E vejam o que ele me diz:
- Não dá para estacionar aqui. Vou tentar noutro lado. E tu vais a pé.
E lá fui eu, ora arrastando um pé, ora arrastando o outro.
A falta que me fez alguma relva.
A falta que me fez hoje saber dançar em modo Moonwalk.
E já agora a falta que me fez ter alguma falta de vergonha.
Mas o que eu queria mesmo era um pau, para limpar aquilo em condições, porque pelos vistos - ou pelos cheiros, neste caso -, o meu gato acha que ainda há trabalho a fazer.
P.S: No fim, ainda cheguei ao escritório primeiro que ele. Descalcei os sapatos e pus o aquecedor a mandar ar quente na direcção do lugar dele, mas passando primeiro pelo odor dos meus sapatos. Ah pois é! Se não se tivesse atrasado, não teríamos ido de carro e eu não teria pisado cocó.
P.P.S: O título, mais uma vez, é só para chamar a atenção.
É normal atrasarmo-nos 5 minutos. É normal atrasarmo-nos 10 minutos. Quando isso acontece, avisamos o outro se vier um autocarro a caminho, para se for o caso, darmos uma corridinha. Ora hoje vinham lá ao fundo 2 autocarros e ele estava atrasado 20 minutos. Dou toque. Nada. Dou toque. Ele dá toque também - agora já sei que ligou, mas eu só percebi que era um toque e... e este aparte já vai longo - e eu espero por ele. Quando chega, já não havia autocarro para ninguém e como já era bastante tarde decidimos ir de carro. Como foi ele a atrasar-se, fomos no dele.
Depois da aula, vamos para o trabalho. Não é nada fácil estacionar sem pagar por aquelas bandas. Encontramos um lugar bem apertado, mas bastante longe do escritório. Ofereço-me para o ajudar na manobra, e quando chegamos à conclusão que não cabe, eis que piso cocó. Era um cocó macio, que me fez escorregar. Ao escorregar, apoiei-me com o outro pé. Onde? Em mais cocó. Nesse momento, tenho cocó - macio, já vos disse - em ambos os sapatos. E vejam o que ele me diz:
- Não dá para estacionar aqui. Vou tentar noutro lado. E tu vais a pé.
E lá fui eu, ora arrastando um pé, ora arrastando o outro.
A falta que me fez alguma relva.
A falta que me fez hoje saber dançar em modo Moonwalk.
E já agora a falta que me fez ter alguma falta de vergonha.
Mas o que eu queria mesmo era um pau, para limpar aquilo em condições, porque pelos vistos - ou pelos cheiros, neste caso -, o meu gato acha que ainda há trabalho a fazer.
P.S: No fim, ainda cheguei ao escritório primeiro que ele. Descalcei os sapatos e pus o aquecedor a mandar ar quente na direcção do lugar dele, mas passando primeiro pelo odor dos meus sapatos. Ah pois é! Se não se tivesse atrasado, não teríamos ido de carro e eu não teria pisado cocó.
P.P.S: O título, mais uma vez, é só para chamar a atenção.
Um mau anúncio que podia ser bom
Sabem aquele anúncio que começa com "A partir de agora, só se pode ouvir uma música" e depois ouve-se o Dale a tu cuerpo alegria Macarena?
Ouve-se a Macarena em todas as estações de rádio, no funeral, no jogo de futebol...
Sabem? Claro que sabem, está sempre a dar.
Quando o ouvi pela primeira pensei que era um bom anúncio, que ficava no ouvido, e deixava-nos com aquela musiquinha da Macarena o resto do dia. E é uma ideia original. Mas depois, para decidir se é um bom ou um mau anúncio, faço a pergunta:
- Qual era a marca que estavam a fazer publicidade?
Eu não sabia. Ela não sabia. O gato nem se manifestou.
E para mim, um anúncio que é bom à partida, mas que à chegada ninguém sabe a marca que se está a promover, só pode ser mau.
É certo que a minha sondagem só tem três elementos e um nem fala, mas para alargar a sondagem, pergunto-vos a vós.
- Qual o tipo de produto, qual o produto e qual a marca?
Hmmm, sabem? Vá, respondam. A minha sondagem precisa de mais elementos.
Ouve-se a Macarena em todas as estações de rádio, no funeral, no jogo de futebol...
Sabem? Claro que sabem, está sempre a dar.
Quando o ouvi pela primeira pensei que era um bom anúncio, que ficava no ouvido, e deixava-nos com aquela musiquinha da Macarena o resto do dia. E é uma ideia original. Mas depois, para decidir se é um bom ou um mau anúncio, faço a pergunta:
- Qual era a marca que estavam a fazer publicidade?
Eu não sabia. Ela não sabia. O gato nem se manifestou.
E para mim, um anúncio que é bom à partida, mas que à chegada ninguém sabe a marca que se está a promover, só pode ser mau.
É certo que a minha sondagem só tem três elementos e um nem fala, mas para alargar a sondagem, pergunto-vos a vós.
- Qual o tipo de produto, qual o produto e qual a marca?
Hmmm, sabem? Vá, respondam. A minha sondagem precisa de mais elementos.
Meine Präsentation
Hoje era dia de fazer uma apresentação para a aula de alemão. A apresentação era sobre um tema à escolha e devia durar 5 minutos. Eu tenho pânico medo cagufes receio. É receio que eu tenho e muito de falar em público, mas como eram 5 minutos e umas 5 pessoas, a vergonha não ia ser muita. Qual quê?
Armei-me em geek e fiz a minha apresentação no Google Docs. No quê? Na internet. Foi lá que fiz a minha apresentação. Tudo muito bonitinho, ou nem tanto assim, com algumas imagens roubadas aqui e acolá, e basicamente só tinha que ler o que lá estava.
Acontece que para aceder à apresentação, tinha de usar um browser, tinha de aceder à minha conta do Google, e tinha de pôr aquilo a andar. E nem por sombras conseguia. A password estava sempre errada. Mais de 5 minutos já tinham passado há muito. Então, a minha apresentação ficou para o fim, enquanto aqui o informático armado em esperto foi à receção para usar os computadores de lá. E lá disseram-me que o teclado por vezes assume duas teclas ou as maiúsculas nem sempre dão. Lá voltei para cima. Mesmo que não conseguisse, já tinha posto o powerpoint numa pen.
Depois, lá consegui entrar e fiz a apresentação. Como era praticamente só ler o que lá estava, não correu mal.
Ora vejam.
Armei-me em geek e fiz a minha apresentação no Google Docs. No quê? Na internet. Foi lá que fiz a minha apresentação. Tudo muito bonitinho, ou nem tanto assim, com algumas imagens roubadas aqui e acolá, e basicamente só tinha que ler o que lá estava.
Acontece que para aceder à apresentação, tinha de usar um browser, tinha de aceder à minha conta do Google, e tinha de pôr aquilo a andar. E nem por sombras conseguia. A password estava sempre errada. Mais de 5 minutos já tinham passado há muito. Então, a minha apresentação ficou para o fim, enquanto aqui o informático armado em esperto foi à receção para usar os computadores de lá. E lá disseram-me que o teclado por vezes assume duas teclas ou as maiúsculas nem sempre dão. Lá voltei para cima. Mesmo que não conseguisse, já tinha posto o powerpoint numa pen.
Depois, lá consegui entrar e fiz a apresentação. Como era praticamente só ler o que lá estava, não correu mal.
Ora vejam.
04/02/2013
Hoje ao almoço
Hoje foi a vez do ColegaX escolher o sítio para almoçar. Sendo assim, fomos ao sítio do costume, porque tem lá uma jeitosa a atender.*
Na hora de pedir, ele parecia estar um pouco indeciso.
Olhando-lhe nos olhos, diz:
- Para mim vai ser...
Olhando um pouco mais abaixo:
- Maminha!
Sim, fazia parte do menú. Tarado, mas não tanto.
*A relação qualidade preço é muito boa, mas isso é irrelevante para a história.
Na hora de pedir, ele parecia estar um pouco indeciso.
Olhando-lhe nos olhos, diz:
- Para mim vai ser...
Olhando um pouco mais abaixo:
- Maminha!
Sim, fazia parte do menú. Tarado, mas não tanto.
*A relação qualidade preço é muito boa, mas isso é irrelevante para a história.
Quem vê Casa, não vê Séries
A partir do momento em que começou a dar a Casa dos Segredos, eu sabia que ia ver aquilo. Mesmo que eu não quisesse ver, eu sabia que ela ia querer ver, e daí a eu também ver era um instantinho.
É verdade que os homens gostam de ter o comando na mão, mas na verdade não estão a comandar, estão apenas a dirigir. Ela comanda e eu conduzo.
No início, até fiz um esforço para não ver, mas passados uns tempos já estou a comentar, a fazer perguntas, a ver nos blogues o que aconteceu e até aquilo que vai saindo nas revistas sobre uns e outros.
Depois, vejo que aquilo consome imenso tempo, que não se aprende nada de jeito e resmungo:
- Agora é sempre a Casa, sempre Casa. Nem vemos séries, nem vamos ao cinema. Nada.
- Queres ver alguma série?
- Enquanto der a Casa, não me vou pôr asacar comprar séries nenhumas. Já sei que não vemos porque queres sempre ver a Casa.
- Oh, tu ainda segues isso mais do que eu!
- Sim, mas porque tu começaste a ver.
Agora que aquilo finalmente acabou, já temos mais tempo para as séries, e pergunto-lhe:
- Queres ver alguma série?
- Sim. Vou ver Anatomia de Grey.
- Ai é? Então eu vou ver Breaking Bad.
Ela até podia ver Modern Family ou The Big Bang Theory já que eu também gosto de ver, mas prefere ver o Grey's Anatomy que eu não gosto. E pronto, fica cada um a ver a sua série. Pelos menos a Casa, a gente via juntos. Mais alguém gosta do Breaking Bad?
É verdade que os homens gostam de ter o comando na mão, mas na verdade não estão a comandar, estão apenas a dirigir. Ela comanda e eu conduzo.
No início, até fiz um esforço para não ver, mas passados uns tempos já estou a comentar, a fazer perguntas, a ver nos blogues o que aconteceu e até aquilo que vai saindo nas revistas sobre uns e outros.
Depois, vejo que aquilo consome imenso tempo, que não se aprende nada de jeito e resmungo:
- Agora é sempre a Casa, sempre Casa. Nem vemos séries, nem vamos ao cinema. Nada.
- Queres ver alguma série?
- Enquanto der a Casa, não me vou pôr a
- Oh, tu ainda segues isso mais do que eu!
- Sim, mas porque tu começaste a ver.
Agora que aquilo finalmente acabou, já temos mais tempo para as séries, e pergunto-lhe:
- Queres ver alguma série?
- Sim. Vou ver Anatomia de Grey.
- Ai é? Então eu vou ver Breaking Bad.
Ela até podia ver Modern Family ou The Big Bang Theory já que eu também gosto de ver, mas prefere ver o Grey's Anatomy que eu não gosto. E pronto, fica cada um a ver a sua série. Pelos menos a Casa, a gente via juntos. Mais alguém gosta do Breaking Bad?
03/02/2013
Depois do ginásio
Hoje lá fomos ao ginásio pela primeira vez. Foram uns minutos de passadeira mais outros minutos na elíptica. A seguir, passámos para as máquinas. No fim, ainda experimentámos a bicicleta.
Cheguei à conclusão que estou muito pouco em forma e que ela, como eu já esperava, está em forma nula, se é que isso existe. No final, estava toda estafada e a dar-lhe a fraqueza e tivemos de almoçar pelo shopping. Uns minutos e uma sandes depois, fomos abastecer o stock de bolachas. Aqui está a prova do crime.
Mas pronto, gostei do ginásio. Apesar de estar com alguma gente, havia máquinas com fartura. A piscina também tinha pistas de sobra e há uma piscina ao lado para quem quiser fazer um chap-chap. Para a próxima, vamos experimentar.
Cheguei à conclusão que estou muito pouco em forma e que ela, como eu já esperava, está em forma nula, se é que isso existe. No final, estava toda estafada e a dar-lhe a fraqueza e tivemos de almoçar pelo shopping. Uns minutos e uma sandes depois, fomos abastecer o stock de bolachas. Aqui está a prova do crime.
Mas pronto, gostei do ginásio. Apesar de estar com alguma gente, havia máquinas com fartura. A piscina também tinha pistas de sobra e há uma piscina ao lado para quem quiser fazer um chap-chap. Para a próxima, vamos experimentar.
02/02/2013
Cores e malas não é o meu forte
Hoje enquanto esperávamos pela consulta dela, entretinha-me a jogar um joguito no telemóvel. Entretanto, a bateria estava quase a ir-se e perguntei-lhe:
- Vamos jogar um jogo?
- Não, não me apetece.
- Vá lá.
for (i=0; i<20; i++){
- Não.
- Vá lá.
}
- Tá bem, pronto.
- Ok, fixe! Ainda bem que te apetece. Então é assim, tens de observar este espaço e eu faço-te um pergunta sobre ele e tu tentas acertar. Depois é a tua vez.
- Sim... Diz.
- De que cor é a placa que diz "wi-fi grátis"?
- É azul petróleo.
- Azul petróleo?!
- Sim - e apontando para lá - Vês como é?
- E não podias dizer que era apenas azul?
- Não. Azul é uma coisa. Azul petróleo, é outra.
- Ok, 1-0 para ti. É a tua vez.
- De que cor são as meias da senhora que estava a beber há bocado?
Eu que até tinha reparado que ela estava praticamente da mesma cor, disse prontamente.
- Verde.
- Não! São castanhas.
- Castanhas? São verdes! - já depois de ter olhado para lá.
- Ahaha! Tu deves ser daltónico, só pode.
- Então e o casaco não é verde também?
- O casaco é. As meias não. São castanhas.
Eu continuo convencido que aquilo era verde, mas pronto.
- Ok... 2-0 para ti. Agora sou eu. Quantas câmaras há neste espaço.
- Hmmm... Por acaso não me lembro de ter visto nenhuma. Três é a minha resposta.
Ela não se lembra de ter visto nenhuma, mas decide responder três. 'Tá ceeeeerto!
- Só há uma. - e apontei. Estava mesmo por cima da cabeça dela. - 2-1 para ti. És tu.
- De que marca é a mala da mesma senhora de há pouco?
Eu sabia lá de que marca era... Disse o primeiro nome que pareceu razoável.
- Burberry's.
- Não.
Depois olhei, com batota consentida, vi que tinha um CH e tentei novamente.
- Chanel! - depois de olhar era fácil, pensei eu.
- Nããããão.
- Claudio Herrera.
- Ahahaha.
Era Carolina Herrera, disse ela, e ainda disse que era de caras, porque saltava mesmo à vista.
Bem... Pelo menos, acertei no Herrera, mas à terceira tentativa.
Resultado final. 3-1, ganhou ela.
Neste momento ainda estou a pensar no azul petróleo, no castanho que para mim era verde e na marca da mala que saltava à vista a toda a gente, exceto, claro está, a mim.
- Vamos jogar um jogo?
- Não, não me apetece.
- Vá lá.
for (i=0; i<20; i++){
- Não.
- Vá lá.
}
- Tá bem, pronto.
- Ok, fixe! Ainda bem que te apetece. Então é assim, tens de observar este espaço e eu faço-te um pergunta sobre ele e tu tentas acertar. Depois é a tua vez.
- Sim... Diz.
- De que cor é a placa que diz "wi-fi grátis"?
- É azul petróleo.
- Azul petróleo?!
- Sim - e apontando para lá - Vês como é?
- E não podias dizer que era apenas azul?
- Não. Azul é uma coisa. Azul petróleo, é outra.
- Ok, 1-0 para ti. É a tua vez.
- De que cor são as meias da senhora que estava a beber há bocado?
Eu que até tinha reparado que ela estava praticamente da mesma cor, disse prontamente.
- Verde.
- Não! São castanhas.
- Castanhas? São verdes! - já depois de ter olhado para lá.
- Ahaha! Tu deves ser daltónico, só pode.
- Então e o casaco não é verde também?
- O casaco é. As meias não. São castanhas.
Eu continuo convencido que aquilo era verde, mas pronto.
- Ok... 2-0 para ti. Agora sou eu. Quantas câmaras há neste espaço.
- Hmmm... Por acaso não me lembro de ter visto nenhuma. Três é a minha resposta.
Ela não se lembra de ter visto nenhuma, mas decide responder três. 'Tá ceeeeerto!
- Só há uma. - e apontei. Estava mesmo por cima da cabeça dela. - 2-1 para ti. És tu.
- De que marca é a mala da mesma senhora de há pouco?
Eu sabia lá de que marca era... Disse o primeiro nome que pareceu razoável.
- Burberry's.
- Não.
Depois olhei, com batota consentida, vi que tinha um CH e tentei novamente.
- Chanel! - depois de olhar era fácil, pensei eu.
- Nããããão.
- Claudio Herrera.
- Ahahaha.
Era Carolina Herrera, disse ela, e ainda disse que era de caras, porque saltava mesmo à vista.
Bem... Pelo menos, acertei no Herrera, mas à terceira tentativa.
Resultado final. 3-1, ganhou ela.
Neste momento ainda estou a pensar no azul petróleo, no castanho que para mim era verde e na marca da mala que saltava à vista a toda a gente, exceto, claro está, a mim.
Como seguir uma Página do Facebook sem estar lá
Há alguns blogues, tal como este, que têm página do Facebook. No caso deste blogue, os posts que aqui são feitos, são automaticamente postados no Facebook. Mas há outro tipo de coisas que, sendo umas frases curtas ou só umas imagens, não vêm aqui parar e apenas vão parar à página do blogue no Facebook.
E isso acontece também com alguns blogues que sigo. Nesses casos, o procedimento normal é:
1. Abrir o Facebook (se não estiver aberto);
2. Pesquisar a Página (se não estiver ali à mão);
3. Ver conteúdo (se houver);
4. Voltar à nossa timeline;
5. Perder tempo a ver novidades, principalmente aquelas imagens giras que toda a gente partilha;
6. Fechar o Facebook;
7. Voltar ao que se estava a fazer.
Acontece que isto não é muito produtivo.
Mas há uma solução, que é a de subscrever em feed os posts das páginas do Facebook.
Para isso, basta verificar o número que está incluído no link da página. No caso da página deste blogue, cujo linke é este: https://www.facebook.com/pages/Rom%C3%A2ntico-%C3%A0-Forca/382167635207622, o número é este número grandalhão no fim do link.
Assim, basta criar o feed desta forma http://www.facebook.com/feeds/page.php?id=382167635207622&format=atom10.
Basta adicionarem este link ao vosso leitor de feeds (Google Reader, por exemplo) e já está.
Foi com base neste link que criei o widget que diz "Postei no Facebook".
De nada, ora essa.
Se tudo isto para ti é chinês, comenta com "Isto para mim é chinês" ou "Isto para mim é mandarim".
E isso acontece também com alguns blogues que sigo. Nesses casos, o procedimento normal é:
1. Abrir o Facebook (se não estiver aberto);
2. Pesquisar a Página (se não estiver ali à mão);
3. Ver conteúdo (se houver);
4. Voltar à nossa timeline;
5. Perder tempo a ver novidades, principalmente aquelas imagens giras que toda a gente partilha;
6. Fechar o Facebook;
7. Voltar ao que se estava a fazer.
Acontece que isto não é muito produtivo.
Mas há uma solução, que é a de subscrever em feed os posts das páginas do Facebook.
Para isso, basta verificar o número que está incluído no link da página. No caso da página deste blogue, cujo linke é este: https://www.facebook.com/pages/Rom%C3%A2ntico-%C3%A0-Forca/382167635207622, o número é este número grandalhão no fim do link.
Assim, basta criar o feed desta forma http://www.facebook.com/feeds/page.php?id=382167635207622&format=atom10.
Basta adicionarem este link ao vosso leitor de feeds (Google Reader, por exemplo) e já está.
Foi com base neste link que criei o widget que diz "Postei no Facebook".
De nada, ora essa.
Se tudo isto para ti é chinês, comenta com "Isto para mim é chinês" ou "Isto para mim é mandarim".
01/02/2013
Em dia de greve dos STCP...
... deixo-vos o mail que o ColegaX lhes enviou.
Muito resumidamente, no dia 31 de Dezembro ao final do dia, ele quis apanhar o autocarro para casa. Não passou autocarro nenhum, embora a informação online era a de que estavam a passar autocarros constantemente. Teve de ir de taxi ou já só chegava a casa em 2013.
Aqui fica. Leiam que vale a pena.
Cerca das 17h55 cheguei à paragem de São Lázaro (SLZ3) e fiquei à espera do autocarro da linha 207. Sigo com atenção as alterações ao serviço pelo twitter STCP (@infostcp), mas como não foi comunicada qualquer alteração nesta linha, e como na paragem também não havia nenhum aviso, não pensei que pudessem ocorrer problemas. Cerca das 18h30, não tendo ainda passado qualquer autocarro 207 (apenas passaram dois 400), resolvi investigar utilizando o serviço SMSBUS através do site (http://www.stcp.pt/pt/viajar/horarios/?paragem=SLZ3&t=smsbus) para obter informações. Recebi indicações de quanto tempo faltava para o autocarro seguinte passar. O primeiro autocarro que devia ter passado não passou. O segundo também não. Nessa altura telefonei para a linha azul (226 158 158) e fui atendido por um robot acompanhado de uma música. Fiquei em linha durante vários minutos. Apesar de estar a telefonar durante o horário de antendimento normal, não consegui falar com ninguém. Continuei a consultar o serviço SMSBUS, e ao terceiro autocarro que devia ter passado e não passou, desisti de esperar e resolvi apanhar um táxi. Isto aconteceu por volta das 19h15. Durante o tempo que estive na paragem, outras pessoas esperaram e desistiram de esperar pelo autocarro. O percurso do táxi (SLZ3 a CMPT1) custou-me 5€. Fiquei ainda com uma viagem por validar num cartão de 10, que já não vou utilizar em 2013. Isto acrescido do custo da chamada para a linha azul e o custo de utilização do serviço SMSBUS. Em conclusão: o autocarro não passou, o serviço informativo via twitter não funcionou como devia, o serviço informativo SMSBUS não funcionou como devia, o serviço informativo linha azul não funcionou como devia. Dado que nada funcionou como devia, importa que esta reclamação tenha consequências.
Nada funcionou como devia e também não lhe responderam a este email como deviam.
Haja coerência!
Muito resumidamente, no dia 31 de Dezembro ao final do dia, ele quis apanhar o autocarro para casa. Não passou autocarro nenhum, embora a informação online era a de que estavam a passar autocarros constantemente. Teve de ir de taxi ou já só chegava a casa em 2013.
Aqui fica. Leiam que vale a pena.
Cerca das 17h55 cheguei à paragem de São Lázaro (SLZ3) e fiquei à espera do autocarro da linha 207. Sigo com atenção as alterações ao serviço pelo twitter STCP (@infostcp), mas como não foi comunicada qualquer alteração nesta linha, e como na paragem também não havia nenhum aviso, não pensei que pudessem ocorrer problemas. Cerca das 18h30, não tendo ainda passado qualquer autocarro 207 (apenas passaram dois 400), resolvi investigar utilizando o serviço SMSBUS através do site (http://www.stcp.pt/pt/viajar/horarios/?paragem=SLZ3&t=smsbus) para obter informações. Recebi indicações de quanto tempo faltava para o autocarro seguinte passar. O primeiro autocarro que devia ter passado não passou. O segundo também não. Nessa altura telefonei para a linha azul (226 158 158) e fui atendido por um robot acompanhado de uma música. Fiquei em linha durante vários minutos. Apesar de estar a telefonar durante o horário de antendimento normal, não consegui falar com ninguém. Continuei a consultar o serviço SMSBUS, e ao terceiro autocarro que devia ter passado e não passou, desisti de esperar e resolvi apanhar um táxi. Isto aconteceu por volta das 19h15. Durante o tempo que estive na paragem, outras pessoas esperaram e desistiram de esperar pelo autocarro. O percurso do táxi (SLZ3 a CMPT1) custou-me 5€. Fiquei ainda com uma viagem por validar num cartão de 10, que já não vou utilizar em 2013. Isto acrescido do custo da chamada para a linha azul e o custo de utilização do serviço SMSBUS. Em conclusão: o autocarro não passou, o serviço informativo via twitter não funcionou como devia, o serviço informativo SMSBUS não funcionou como devia, o serviço informativo linha azul não funcionou como devia. Dado que nada funcionou como devia, importa que esta reclamação tenha consequências.
Nada funcionou como devia e também não lhe responderam a este email como deviam.
Haja coerência!
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